Policiais prestam depoimento após caso de pedofilia não registrado
Policiais civis da 24ª DP (Piedade) e 26ª DP (Todos os Santos) que não registraram o pedido de ajuda de uma mãe que procurou as delegacias para relatar um caso de pedofilia prestaram novo depoimento nesta quarta-feira.
Foi aberta uma sindicância administrativa disciplinar que investiga a ação desses policiais
Policiais civis da 24ª DP (Piedade) e 26ª DP (Todos os Santos) que não registraram o pedido de ajuda de uma mãe que procurou as delegacias para relatar um caso de pedofilia prestaram novo depoimento nesta quarta-feira, na Corregedoria da Polícia Civil. Foi aberta uma sindicância administrativa disciplinar que investiga a ação desses policiais, que já foram ouvidos numa primeira audiência, na terça-feira.
A chefe de Polícia Civil Martha Rocha pediu desculpas pelo fato à mãe da menina de 12 anos que vinha sendo assediada há meses pelo telefone. Sem a ajuda da polícia, a mãe montou uma armadilha e conseguiu identificar e prender o pedófilo por conta própria.
Segundo a assessoria da Polícia Civil, os dois policiais estão cumprindo funções burocráticas nas delegacias. Eles foram afastados de funções de atendimento ao público. Segundo a Polícia Civil, até o momento as investigações não mostram participação dos delegados nos fatos. O resultado da sindicância deve sair em 30 dias.
A vítima contou que o homem se identificou apenas como Bruno e disse que era um amigo da mãe dela:. “Ele ficava perguntando se eu tava de camisola, como eram as minhas partes íntimas. Eu falava que minha mãe não ficava em casa. Fiquei com muito medo”, disse a menina de 12 anos, segundo informações do RJTV.
A mãe decidiu procurar ajuda em duas delegacias, a 24ª DP (Piedade) e a 26ª DP (Todos os Santos), mas ambas negaram ajuda. “Na 24ª DP, disseram que era mais fácil eu trocar a linha telefônica. Na 26ª DP, disseram que não podiam fazer nada porque ele não chegou a abusar dela”, disse a mãe, que preferiu não se identificar. De acordo com portal G1. Ela resolveu, então, bolar um plano: se passar pela filha de 12 anos. E a estratégia deu resultado. “Descobri que ele tinha tido uma namorada de 10 e outra de 14. E aí eu pensei: ele quer que a minha filha seja a próxima vítima”, conta a mãe.
Ela marcou o encontro com o pedófilo. Quando ele segurou o braço da filha, a mãe apareceu e disse que ia chamar a polícia. Luiz Felipe de Menezes, de 57 anos, foi agredido por pessoas que estavam no local. Segundo investigadores, ele não tem passagem pela polícia. Na delegacia, Luiz disse ser pensionista. Mesmo com a solução do caso, a família da vítima mistura alívio e indignação.
- Para mim foi um descaso. Por que como uma pessoa vai pedir ajuda e a pesssoa vira as costas, se a pessoa está ali para prestar serviço para a população? A gente não sabe. Então, a gente vai pedir ajuda a quem? - questionou o pai da criança.
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