Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Políciais prendem homem acusado de tráfico de drogas

Agentes da Operação Lapa Presente (OLP), da Secretaria de Estado de Governo do Rio de Janeiro, prenderam, na madrugada desta quinta-feira, um homem foragido da Justiça. Róbson do Espírito Santo Monteiro, de 30 anos, estava na rua do Lavradio quando foi abordado por agentes e, por não portar nenhum documento de identificação.

Quinta, 13 de Novembro de 2014 às 10:16, por: CdB
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Na delegacia, ficou constatado que contra o suspeito havia um mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas
Agentes da Operação Lapa Presente (OLP), da Secretaria de Estado de Governo do Rio de Janeiro, prenderam, na madrugada desta quinta-feira, um homem foragido da Justiça. Róbson do Espírito Santo Monteiro, de 30 anos, estava na rua do Lavradio quando foi abordado por agentes e, por não portar nenhum documento de identificação, foi encaminhado para a 5ª DP (Mem de Sá). Na delegacia, ficou constatado que contra ele havia um mandado de prisão em aberto pelo crime de tráfico de drogas. Lançada pela Secretaria de Estado de Governo com o objetivo de garantir a segurança e o direito de ir e vir dos moradores e frequentadores da região do Rio Antigo, a Operação Lapa Presente deu início às suas ações de fiscalização no dia 1º de janeiro de 2014. Desde então, até a madrugada desta quinta, os agentes cumpriram 181 mandados de prisão,  sendo sete por homicídio, 75 por roubo, 46 por furto, 24 por tráfico de drogas e 29 por outros crimes. Além disso, 1.381 pessoas foram detidas por porte de entorpecentes, sendo 1.327 detidas por posse para consumo e 54 presas por tráfico de drogas. Também foram conduzidas à delegacia 23 pessoas por porte de arma branca, 14 por portar arma de fogo, 117 por roubo e furto e 332 por outros delitos. Foram aprendidos também aproximadamente 7 kg de drogas (maconha, cocaína, crack e ecstasy). Em parceria com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social foram acolhidos 10.347 moradores em situação de rua. Foram realizadas ainda ações de fiscalização em conjunto com a Secretaria Municipal de Transportes, onde 145 veículos foram rebocados por apresentarem alguma irregularidade. Atendimento ao cidadão O Disque Lapa Presente (97954-2424 e 97954-2525) recebeu, desde a noite do dia 1º de janeiro de 2014, 1.250 ligações. O serviço tem garantia de anonimato ao denunciante. A Operação Lapa Presente funciona de domingo à quinta-feira das 19h às 03h e na sexta-feira e sábado, das 21h30 às 05h30. Os 136 agentes (76 policiais militares e 48 agentes civis) patrulham a região da Lapa com 24 bicicletas e 11 viaturas e são equipados com rádios de comunicação e braçadeiras que facilitam a identificação. Oito órgãos dos governos estadual e municipal atuam coordenados na ação: Secretaria de Estado de Governo, Polícia Militar, Guarda Municipal, secretarias municipais de Ordem Pública; de Assistência Social; de Conservação; de Transportes, além da Comlurb. O efetivo circula pelo bairro para coibir roubos, uso e venda de drogas e promover o ordenamento urbano, além de realizar ações sociais como o acolhimento de moradores de rua.

Chefe da agiotagem

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ), prendeu nesta quarta-feira, José Ricardo Pereira da Costa, líder de uma organização criminosa que praticava agiotagem em diferentes municípios fluminenses. José Ricardo era o banqueiro e principal beneficiário da quadrilha. Ele foi detido em Niterói, região metropolitana do Rio, durante a Operação Lucro Fácil. A operação foi deflagrada após denúncias, com o objetivo de investigar os crimes de agiotagem e cumprir mandados de prisão preventiva contra 41 pessoas e 72 mandados de busca e apreensão, além de sequestro, bloqueio e indisponibilidade dos bens e valores dos denunciados. A ação foi organizada em conjunto com a Coordenadoria de Inteligência da Políca Militar e apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público. De acordo com o promotor Marcelo Maurício Arsênio, a tática do grupo era fazer com que o cliente não quitasse a dívida, perpetuando o débito para que sempre fosse cobrado pelos agiotas, que arrecadavam cerca de R$ 1 milhão de reais por mês. - A pessoa pegava R$ 500 emprestadoS e deveria pagar R$ 650 no final de um mês. Ao fim desse período, quando ela ia quitar, eles a induziam a pagar só os juros ou um valor menor. Daquele saldo devedor era cobrado também juros desde o mês anterior, acumulando mais dívida e fazendo com que o cliente perdesse o controle de quanto estava devendo, porque eles estipulavam o valor que bem entendiam. Ao voltar, depois de 60 dias, para pagar o que devia, o valor já era maior e, assim, a [dívida crescia como] bola de neve e [a pessoa] não conseguia mais sair - explicou o Marcelo. Segundo o promotor, o grupo tem mais de 100 integrantes, e o dinheiro ilícito também era usado para financiamento de campanhas políticas. "A corrupção eleitoral não foi o alvo da investigação, mas essa irregularidade será apurada", disse Arsênio. A assessoria da Polícia Militar informou que o resultado prévio da operação é de 18 mandados de prisão cumpridos. No material apreendido consta um revólver calibre 38, 141 munições, dois carregadores de pistola calibre 380, uma granada luz e som, anotações com indícios de agiotagem, além de R$ 306,25 em dinheiro, 19 cheques no valor total de R$ 70.842,00 e 110 notas promissórias no total de R$ 61.026,60.  
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