A pedido do governador José Roberto Arruda, a Secretaria de Segurança do Distrito Federal disponibilizou três agentes do departamento de Operações Especiais da Polícia Civil para fazer a segurança do jornalista do Jornal Estado de Minas e Correio Braziliense, Amaury Jr.
O repórter foi baleado nesta quarta-feira, quando apurava matéria sobre a violência e o tráfico de drogas no Entorno. Ele foi submetido a uma cirurgia e está internado no Hospital Regional do Gama.
Durante a manhã, Amaury Jr. recebeu a visita de familiares. Ninguém quis falar com a imprensa. O único que conversou com os repórteres foi o diretor de redação do Correio Braziliense, Josemar Gimenez. Segundo ele, o repórter passa bem e já faz caminhadas pelo quarto. Gimenez ressalta a perplexidade do caso.
— O Correio reage com indignação a tudo isso. O Amaury é dos melhores repórteres investigativos do País e estava prestando um serviço à sociedade. O nosso objetivo agora é dar todo amparo ao jornalista — ressaltou.
O diretor explica que o departamento jurídico do Correio Braziliense já acionou todos os órgãos penais e judiciais cabíveis. A previsão dos médicos é de que, com a boa recuperação, o jornalista tenha alta amanhã.
— Como nenhum órgão vital foi afetado, ele fica em observação até os riscos inerentes a uma cirurgia abdominal, como a dele, sejam descartadas — explica o diretor do HRG, Norimassa Yoshima.
O médico contou que por muito pouco o projétil não perfurou a bexiga, o que possivelmente acarretaria em um quadro clínico mais sério. Durante a operação, os médicos identificaram que a bala penetrou de 15 cm a 20 cm entre a cintura e o púbis.