A reconstituição do desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, ocorrido em 14 de julho, na Rocinha, Zona Sul do Rio, terminou nesta segunda-feira, após mais de 16 horas. Esta já é considerada uma das maiores reconstituições já feitas pela Polícia Civil, segundo informou a assessoria da corporação.
Segunda, 02 de Setembro de 2013 às 08:39, por: CdB
A reconstituição do desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, ocorrido em 14 de julho
A reconstituição do desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, ocorrido em 14 de julho, na Rocinha, Zona Sul do Rio, terminou nesta segunda-feira, após mais de 16 horas. Esta já é considerada uma das maiores reconstituições já feitas pela Polícia Civil, segundo informou a assessoria da corporação. Amarildo sumiu após ser abordado por policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da comunidade, em 14 de julho.
A família de Amarildo não foi chamada para participar da reconstituição, segundo informou Rejane Maria Dias, sobrinha de Amarildo. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, no entanto, a família de Amarildo foi convidada, mas não compareceu para participar da reconstituição.
- Não vai resolver nada, porque eles tiraram o corpo do meu tio daqui. Nunca vão achar o corpo dele, porque o policial militar Vidal tirou da comunidade. Espero que agora deem um atestado de óbito para a mulher dele. Quando ele sumiu estava com todos os documentos. A mulher dele não ficou com os documentos - disse Rejane.
- Divisão de Homicídios não achava conveniente trazer a família. Eles já nos ajudaram - limitou-se a dizer o delegado Rivaldo Barbosa, titular da DH, que está à frente das investigações, sobre a não convocação dos parentes de Amarildo para a reconstituição. "Respeito o posicionamento dos familiares. São pessoas que estão com o coração dolorido".
Ainda de acordo com Rivaldo, o trabalho está sendo esclarecedor. "A reconstituição trouxe vários esclarecimentos e a gente deu um bom passo na investigação. Estamos colocando as pessoas nos seus lugares, pegando seus depoimentos e confrontamdo com o que já foi dito", completou.
Agentes da Polícia Civil, os 13 PMs da UPP da Rocinha, além do Ministério Público, refizeram todo o trajeto desde a primeira abordagem dos policiais da UPP ao ajudante de pedreiro. De acordo com informações do portal G1.
No dia 29, o Ministério Público do Rio de Janeiro encaminhou representação para uma proposta de ação civil pública, pedindo a expulsão imediata de cinco policiais militares da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, comunidade na Zona Sul do Rio, incluindo o comandante, o major Edson Raimundo dos Santos.
O advogado criminalista Marcus Espínola, que faz a defesa de Douglas Vital Machado, diz que seu cliente não foi citado ainda pelas acusações de Ministério Público, e que por isso a defesa não pode se pronunciar sobre o caso.
Antes do pedido do MP, a Polícia Militar já havia anunciado a troca do comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na quarta-feira (28). O major Edson Santos, comanda a unidade desde que ela foi inaugurada, em setembro do ano passado.
A decisão foi tomada pelo coronel Frederico Caldas durante uma reunião com todos os comandantes das unidades pacificadoras, como informou o RJTV. Além da UPP da Rocinha haverá mudanças em outras unidades, mas ele não disse quais são elas. A assessoria da PM disse que o coronel Caldas ainda vai escolher os novos comandantes, tanto da Rocinha quanto das outras unidades.
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