Policiais da Delegacia Antipirataria continuaram, na manhã desta terça-feira, a série de buscas no mais de 1,5 mil boxes de vendas do camelódromo, na Rua Uruguaiana, no local conhecido como mercado popular. Nesta segunda-feira, o presidente da associação de vendedores do camelódromo, Alexandre Faria, foi preso sob a acusação de contrabando, pirataria e usurpação do poder público. Segundo o delegado Marco Antônio Ribeiro, a operação em busca de produtos falsificados continuará ao longo dos próximos dias.
- Foram vistoriados todos os estoques e os proprietários com mercadoria falsificada ou com origem ilícita serão identificados. O material apreendido será colocado à disposição da Justiça e, quando for o caso, poderá ser encaminhado para instituição de caridade. A operação continua - garante Ribeiro.
Alexandre Faria também cobrava taxas mensais de cada comerciante, entre R$ 40 a R$ 80, para pagamento do consumo de luz.
- Ninguém pode cobrar por um serviço público a não ser a concessionária responsável por ele. Isso é usurpação de função pública e crime. Além disso, Alexandre foi flagrado em escutas telefônicas que há seis meses vêm sendo feita pela polícia negociando a compra e venda de produtos piratas que seriam comercializados aqui - disse o delegado.
Na casa de Alexandre, em Maricá, policiais encontraram várias mercadorias contrabandeadas e R$ 21 mil em dólares e reais. Na sede administrativa da associação, na Rua dos Andradas, Centro do Rio, foram apreendidos documentos, entre eles relação dos comerciantes que trabalham no camelódromo.
Entre os produtos apreendidos estão CDs e DVDs piratas, tênis, produtos eletrônicos sem nota fiscal de compra ou de venda.