Policiais condenados pela morte do menino Juan serão julgados por mais um homicídio
Os policiais militares condenados no caso do menino Juan serão novamente julgados, respondendo pelo segundo homicídio duplamente qualificado, o de Igor de Souza, na mesma incursão que resultou na morte da criança, durante operação policial na Favela Danon, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminsense.
Por Redação, com agências - do Rio de Janeiro:
Os policiais militares condenados no caso do menino Juan serão novamente julgados, respondendo pelo segundo homicídio duplamente qualificado, o de Igor de Souza, na mesma incursão que resultou na morte da criança, durante operação policial na Favela Danon, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminsense.
Os policiais militares condenados no caso do menino Juan serão novamente julgados, respondendo pelo segundo homicídio
O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) obteve junto ao Tribunal de Justiça decisão favorável no recurso interposto com vistas a cassar absolvição pelo homicídio do jovem de 17 anos, que a defesa tenta classificar como auto de resistência.
A Justiça manteve também, integralmente, a condenação dos réus com relação às demais vítimas, negando provimento ao recurso dos réus, que pretendiam obter a cassação do julgamento e, subsidiariamente, a redução da pena de 30 a 60 anos de reclusão pela morte de Juan e por duas tentativas de homicídio.
O promotor de Justiça Sérgio Ricardo Fernandes Fonseca, que obteve a decisão que reverte a absolvição, defendeu que, no curso da instrução, foi amplamente demonstrado que os policiais não atiraram em confronto com traficantes, como alegou a defesa, mas que estavam no local para matar, e efetivamente executaram Igor. Apesar de Igor de Souza ser, supostamente, traficante, as provas mostram que não houve confronto.
Os disparos de fuzil efetuados pelos PMs na noite de 20 de junho de 2011, na comunidade Danon, também feriram Wanderson dos Santos de Assis, de 19 anos, e o irmão de Juan, Wesley Felipe Moraes da Silva, de 14. O menino Juan, de 11 anos, que morava com sua família na localidade, desapareceu na mesma noite, logo após o confronto. O corpo do garoto apareceu dez dias depois, às margens do Rio Botas, em Belford Roxo, também na Baixada.
Desde o dia 21 de julho de 2011, os sargentos Isaías Souza do Carmo e Ubirani Soares, assim como os cabos Edilberto Barros do Nascimento e Rubens da Silva estão presos preventivamente a pedido do Ministério Público.
Tráfico de drogas
Uma ação contra o tráfico de drogas em cidades da Região dos Lagos, no Estado do Rio de Janeiro, resultou na quinta-feira na prisão de nove pessoas, duas delas em flagrante, e na apreensão de dois adolescentes. A Operação Constantino foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado e a Coordenadoria da Polícia Militar, com o apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, nos municípios de Araruama, Cabo Frio e São Pedro da Aldeia
Pela manhã, foram apreendidos 61 celulares, 48 chips, dois cartões de memória, 620 papelotes de cocaína, 323 trouxinhas de maconha, 23 pedras de crack, uma balança de precisão, anotações sobre a contabilidade do tráfico, além de cerca de R$ 4 mil.
A operação cumpre mandados de prisão preventiva contra 42 pessoas acusadas dos crimes de associação para o tráfico e tráfico de drogas. Destas, 21 já foram presas no decorrer das investigações. Também foram cumpridos 30 mandados de busca e apreensão em presídios no Rio de Janeiro.
De acordo com a denúncia, a quadrilha atuava nas cidades de Saquarema, Araruama, São Pedro da Aldeia e Cabo Frio, mais precisamente nos bairros e comunidades conhecidos como Boca do Mato, Rainha da Sucata, Estradinha, Monte Alegre, Fazenda e Palmeiras e em municípios vizinhos da Região dos Lagos.
O grupo era liderado por Carlos Eduardo Rocha Freire Barboza, conhecido como “Cadu Playboy”, que está preso desde 7 de novembro de 2014. Cadu continuou coordenando as atividades do grupo, dentro da penitenciária, por meio de mensagens e ligações telefônicas. Nesta quinta-feira, foram localizados celulares na cela do líder da quadrilha em Bangu 3, zona oeste do Rio. Na unidade prisional, quatro celas da galeria estavam com buracos nas paredes, por onde os presos passavam os telefones.
Alessandro Silva Bazame, vulgo “Esquilo”, agia da mesma forma. Integrante do Comando Vermelho, era uma espécie de sócio de “Cadu Playboy”. Mesmo depois da prisão, em 15 de maio de 2015, seguiu dando ordens de dentro da cadeia, determinando a aplicação de castigos corporais e a prática de crimes de homicídio contra desafetos e criminosos pertencentes a facções rivais.
A operação contou com a participação de 262 agentes, entre policiais militares do 25º BPM (Cabo Frio) e do Batalhão de Ações com Cães (BAC), inspetores da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária e policiais da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do Ministério Público-RJ.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.