Os policiais civis do Rio de Janeiro realizaram protesto, nesta sexta-feira, dia em que é comemorado o Dia do Policial Civil. A maioria dos agentes compareçam ao protesto com camisa preta, em sinal de luto pelo descaso com que o policial civil vem sendo tratada pelo Governo.
A manifestação, que ocorreu em frente à Chefia de Polícia, na esquina da rua da Relação com a avenida Gomes Freire, no Centro, foi marcado pelo sindicato da categoria a pedido dos familiares de policiais mortos, dos aposentados e policiais da ativa que se queixam da falta de um pronto socorro no Hospital Polícia Civil..
De acordo com o Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol), não há nada para comemorar: os salários são baixos, o efetivo é pequeno e falta condições de trabalho. Outra insatisfação é o Hospital da Polícia Civil, que não atende emergências, embora tenha dois centros cirúrgicos com equipamentos de última geração que estão se deteriorando por falta de técnicos e médicos.
Em 2006, 14 policiais civis foram executados, quando faziam segurança particular. A maioria dos agentes são assassinados em dia de folga, vítima de assaltos em vias públicas. São executados após a descoberta da carteira funcional ou da arma da PCERJ.
Ano passado, 23 policiais civis foram executados no Rio por armas de grosso calibre, contra 10 investigadores em São Paulo e sete policiais no estado de Nova Iorque (EUA). Apenas quatro estavam de serviço. O restante estava de folga sendo mortos por marginais na tentativa de roubar seus carros em falsas blitzes.