Rio de Janeiro, 12 de Fevereiro de 2026

Policiais Civis entram em greve nesta segunda-feira por 72 horas

Segunda, 20 de Agosto de 2007 às 08:11, por: CdB

Os Policiais Civis do Rio começaram nesta segunda-feira uma paralisação de 72 horas. A categoria quer a reposição de uma perda salarial de 50 a 70 por cento ocorrida nos últimos seis anos.

Segundo o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Fernando Bandeira, as delegacias vão trabalhar com o efetivo mínimo, conforme previsto em lei. No Rio há quase dez mil policiais na ativa e 5 mil aposentados. 

Durante todo o dia, os grevistas vão distribuir uma cartilha à população em frente à chefia de polícia, no centro do Rio.

Agentes peniteciáios também estão em greve

O presidente do Sindicato dos Servidores da Secretaria de Administração Penitenciária, Francisco Rodrigues, afirmou, na manhã desta segunda-feira, que a adesão da greve de 48 horas promovida pela categoria é de 100% em todo o Estado do Rio de Janeiro. Segundo ele, os 3.340 agentes penitenciários cumprem as regras da paralisação.

Apenas serviços médicos, alimentação e ordem judicial estão sendo mantidos nos presídios e casas de custódias do Estado. Visitas a detentos estão suspensas.

A secretaria de Administração Penitenciária não confirma o número de agentes que aderiram a greve, mas informa que em caso de problema no sistema será requisitado apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Força Nacional de Segurança Pública.

Os agentes penitenciários programaram uma manifestação para amanhã, em frente à Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, no centro da cidade, onde vão tentar uma audiência com parlamentares na tentativa de pedir o fim da escala de serviço de 12 por 36 horas. Os servidores estão insatisfeitos com o aumento de 25%, parcelado em 24 meses, oferecido pelo governo do Estado.

Secretário diz que não pode negociar com grevistas

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou nesta segunda-feira que não pode negociar um reajuste superior a 25% com os policiais civis e agentes penitenciários que entraram em greve.

Segundo Beltrame, o aumento, mesmo parcelado em 24 meses, atingiu o limite das condições financeiras do Estado. O secretário disse que um salário maior poderia inviabilizar outros setores do governo.

Segundo Beltrame, o Estado está acenando para um período de recuperação salarial e das condições de trabalho dos policiais. — Não temos a solução mágica para um abandono de décadas. Em 8 meses já se tem frota, equipamento. Estamos trabalhando para a recuperação da qualidade de vida e melhores condições de trabalho — destacou.

Beltrame participou, nesta segunda-feira, da aula inaugural do curso de pós-graduação em gestão em segurança pública para policiais civis e militares, na Fundação Getúlio Vargas, em Botafogo, na Zona Sul da capital fluminense.

Tags:
Edições digital e impressa