Os policiais civis do Ceará decidiram, em assembléia realizada na noite de terça-feira, permanecer de braços cruzados. Eles entraram em greve no dia 1º de novembro. A categoria, que inclui inspetores, escrivães, peritos e legistas, reivindica reajuste salarial, retirada de presos de delegacias e melhor infra-estrutura de trabalho.
Segundo o Sinpoci (Sindicato dos Policiais Civis de Carreira no Estado do Ceará), somente 30% das delegacias de Polícia Civil do Estado estão em funcionamento. Uma recomendação dada à categoria é a de remeter vários serviços - como prisões em flagrante e casos menos graves - às delegacias de plantão.
A coleta de depoimentos de testemunhas em delegacias estão sendo remarcadas, e os policiais civis informam que estão suspensas o acompanhamento de remoções de presos aos fóruns.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do governo de Cid Gomes (PSB), informa que com a greve, os policiais civis interromperam as negociações.
O governo informa ainda que a população pode recorrer aos sites da Secretaria de Segurança Pública e da Delegacia Eletrônica para registros de furtos e perdas de documentos e desaparecimento de pessoas.
Policiais civis do Ceará decidem permanecer em greve
Quarta, 07 de Novembro de 2007 às 14:50, por: CdB