Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Policiais acusados de colaborar com traficantes passam primeira noite na prisão

Os cinco policiais militares (PMs) da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, Zona Sul do Rio, que foram presos nesta segunda-feira, acusados de passar informações confidenciais da polícia para traficantes da comunidade, já estão na Unidade Prisional da Polícia Militar, em Benfica, na Zona Norte do Rio, onde permanecerão até o julgamento do caso.

Terça, 01 de Abril de 2014 às 07:59, por: CdB
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Os policiais foram presos em operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da 1ª Delegacia de Polícia Militar Judiciária (DPJM)
Os cinco policiais militares (PMs) da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, Zona Sul do Rio,  que foram presos nesta segunda-feira,  acusados de passar informações confidenciais da polícia para traficantes da comunidade, já estão na Unidade Prisional da Polícia Militar, em Benfica, na Zona Norte do Rio, onde permanecerão até o julgamento do caso. Os policiais foram presos em operação conjunta da Polícia Federal (PF) e da 1ª Delegacia de Polícia Militar Judiciária (DPJM), três deles no 23º Batalhão de Polícia Militar (Leblon) e dois na UPP. Paralelamente à investigação criminal, a coordenadoria instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do fato. Conforme informou a PM, os policiais acusados são os sargentos Arnaldo Damião Cavalcante, Mario Alvispo Junior, cabo Sidnei Leão dos Santos Filho e os soldados Alexsandro Mendez dos Santos e Ramon Santiago de Moura. Segundo a PF, o teor dos depoimentos não será divulgado para não prejudicar as investigações. O órgão informou ainda que os dois soldados de 29 e de 32 anos, têm três anos de serviço; o cabo de 34 anos, está há seis anos na PM; os dois sargentos têm 18 e 14 anos de serviço. De acordo com a PF, um dos sargentos foi autuado em flagrante por porte ilegal de armamento porque no armário dele, na sede da unidade, foi encontrado um carregador de fuzil calibre 762 municiado e que não pertence à Polícia Militar. A investigação que resultou na prisão dos policiais levou quatro meses e, na avaliação dos agentes da PF, concluiu que eles recebiam vantagens financeiras do grupo do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, conhecido como Nem da Rocinha, para blindar a organização criminosa contra investigações e operações policiais. A Secretaria de Estado de Segurança (Seseg) informou que na mesma operação foi presa Danúbia de Souza Rangel, mulher de Nem da Rocinha, que já havia sido presa, em novembro de 2011, por agentes do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) acusada de associação para o tráfico. Por meio de nota, a Seseg enfatiza que a corrupção policial não é tolerada e que o combate contra este crime resultou na expulsão de 1.640 policiais militares e civis na atual gestão. “A Seseg acredita que as atuações das corregedorias  da Polícia Militar, da Polícia Civil e a Corregedoria-Geral Unificada e os canais diretos com os cidadãos como a Ouvidoria de Polícia e o Disque-Denúncia aumentam a confiança da população no trabalho da polícia”, conclui a nota.
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