Rio de Janeiro, 02 de Fevereiro de 2026

Polícia usa 1.350 homens no maior cerco ao tráfico no Rio

Uma operação das polícias Civil e Militar, em conjunto com a Força Nacional de Segurança, foi deflagrada na manhã desta quarta-feira no conjunto de favelas do Alemão, subúrbio do Rio. (Leia Mais)

Quarta, 27 de Junho de 2007 às 07:48, por: CdB

A Polícia Militar, a Polícia Civil e a Força Nacional de Segurança fazem a maior operação já realizada desde o início da ocupação com conjunto de favela do Complexo do Alemão, na Penha, Zona Norte, nesta quarta-feira.

Cerca de 1200 soldados ocupam os principais acessos às favelas. O objetivo é cumprir mandados de prisão, recuperar veículos roubados e apreender armas. Há um intenso tiroteio e explosão de granadas em pelo menos  três comunidades: Grota, Fazendinha e Nova Brasília.

O policial civil Domingos Silva Brazão, 27 anos, levou um tiro no abdome durante confronto na Fazendinha. Ele foi socorrido e seu estado não é grave. Outras duas mulheres também ficaram feridas: Karen Cristina Baptista Borges, de 20 anos e Arlete dos Santos, de 48. As duas foram levadas para o hospital Getúlio Vargas.

Pelo menos 50 viaturas estão ao longo da estrada do Itararé e de outras vias no entorno do conjunto de favelas. O trabalho mobiliza agentes de delegacias especializadas e do Batalhão de Operações Especiais da PM (Bope). Veículos blindados, conhecidos como "Caveirões", e dois helicópteros foram acionados.

Mesmo sob tiros, uma retro-escavadeira e um Caveirão retiram barricadas feitas por traficantes na Favela da Grota, no fim da Rua Joaquim de Queiróz.

A população está muito assustada. Moradores evitam sair de casa e parte do comércio fechou as portas. Algumas escolas suspenderam as aulas. O trânsito na região é complicado. Muitos motoristas deixaram seus carros ou voltaram de ré.

A ocupação no conjunto de favelas começou há 56 dias, quando dois PMs foram assassinados em uma esquina de Osvaldo Cruz, por traficantes da Vila Cruzeiro, no Complexo do Alemão. Desde então, os confrontos já deixaram 27 mortos e mais de 79 feridos.

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