Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Polícia tailandesa afirma que menino sueco não foi sequestrado

O menino sueco que desapareceu depois da passagem devastadora do tsunami por resorts turísticos do sul da Tailândia não foi sequestrado. A afirmação foi feita pela polícia tailandesa na quarta-feira, aparentemente acabando com as esperanças de que o garoto esteja vivo. (Leia Mais)

Quarta, 05 de Janeiro de 2005 às 14:48, por: CdB

O menino sueco que desapareceu depois da passagem devastadora do tsunami por resorts turísticos do sul da Tailândia não foi sequestrado. A afirmação foi feita pela polícia tailandesa na quarta-feira, aparentemente acabando com as esperanças de que o garoto esteja vivo.

- Houve um equívoco - disse à Reuters o capitão de polícia Chaiyapong Kanpai. Segundo ele, o engano foi uma troca de identidade feita por um médico tailandês, que acha todas as crianças européias parecidas.

O mistério sobre o que aconteceu com Kristian Walker, 12, deu origem a uma investigação policial, e a cobertura da imprensa mundial alimentou a especulação de que o menino tivesse sido sequestrado.

O garoto estava hospedado com a mãe, o irmão e a irmã no hotel Ayara Villas, na praia de Khao Lak, ao norte da ilha turística de Phuket, quando as ondas invadiram a costa.

O irmão e a irmã sobreviveram, mas a mãe e Kristian foram dados como desaparecidos. Um médico tailandês disse depois ao avô de Kristian, que foi à Tailândia para tentar procurar a nora e o neto, que tinha certeza de ter tratado do garoto depois do desastre, e que um homem ocidental havia levado Kristian embora.

Mas, segundo Chaiyapong, a polícia encontrou o ocidental e confirmou que ele acompanhou um menino alemão no hospital, e não Kristian.

- O médico me disse que acha todas as crianças européias parecidas - disse o capitão.

O avô de Kristian, Daniel Walker, disse à Reuters que vai continuar procurando o neto.

- Não perdi a esperança - disse ele.

O tsunami matou mais de 5.200 pessoas na Tailândia. Quase metade das vítimas era de turistas, e a maioria estava na praia de Khao Lak, onde equipes de resgate ainda retiram corpos dos destroços.

Centenas de corpos inchados ainda estão sem identificação.

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