O menino sueco que desapareceu depois da passagem devastadora do tsunami por resorts turísticos do sul da Tailândia não foi sequestrado. A afirmação foi feita pela polícia tailandesa na quarta-feira, aparentemente acabando com as esperanças de que o garoto esteja vivo.
- Houve um equívoco - disse à Reuters o capitão de polícia Chaiyapong Kanpai. Segundo ele, o engano foi uma troca de identidade feita por um médico tailandês, que acha todas as crianças européias parecidas.
O mistério sobre o que aconteceu com Kristian Walker, 12, deu origem a uma investigação policial, e a cobertura da imprensa mundial alimentou a especulação de que o menino tivesse sido sequestrado.
O garoto estava hospedado com a mãe, o irmão e a irmã no hotel Ayara Villas, na praia de Khao Lak, ao norte da ilha turística de Phuket, quando as ondas invadiram a costa.
O irmão e a irmã sobreviveram, mas a mãe e Kristian foram dados como desaparecidos. Um médico tailandês disse depois ao avô de Kristian, que foi à Tailândia para tentar procurar a nora e o neto, que tinha certeza de ter tratado do garoto depois do desastre, e que um homem ocidental havia levado Kristian embora.
Mas, segundo Chaiyapong, a polícia encontrou o ocidental e confirmou que ele acompanhou um menino alemão no hospital, e não Kristian.
- O médico me disse que acha todas as crianças européias parecidas - disse o capitão.
O avô de Kristian, Daniel Walker, disse à Reuters que vai continuar procurando o neto.
- Não perdi a esperança - disse ele.
O tsunami matou mais de 5.200 pessoas na Tailândia. Quase metade das vítimas era de turistas, e a maioria estava na praia de Khao Lak, onde equipes de resgate ainda retiram corpos dos destroços.
Centenas de corpos inchados ainda estão sem identificação.