Polícia será treinada para evitar excessos em manifestações
O secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio, Zaqueu Teixeira, admitiu que houve excessos nas ações da Polícia Militar durante as manifestações que aconteceram nas ruas da capital Fluminense e que, por isso, policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) Fluminense e de outras unidades da corporação vão receber treinamento para atuar em manifestações semelhantes.
O secretário informou ainda que há policiais militares afastados das operações de repressão
O secretário estadual de Assistência Social e Direitos Humanos do Rio, Zaqueu Teixeira, admitiu que houve excessos nas ações da Polícia Militar durante as manifestações que aconteceram nas ruas da capital Fluminense e que, por isso, policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar (PM) Fluminense e de outras unidades da corporação vão receber treinamento para atuar em manifestações semelhantes.
O secretário informou ainda que há policiais militares afastados das operações de repressão e que será criado um curso de capacitação em direitos humanos para os PMs que atuam contra os protestos, o que inclui policiais de unidades onde os eventos têm ocorrido e do Batalhão de Choque.
As declarações do secretário aconteceram duante uma reunião, na Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, com a participação do comando da PM e de representantes de órgãos de proteção de direitos humanos, que acertaram a capacitação dos policiais militares.
- Criaremos um módulo específico para policiais atuantes em manifestações. A PM tem seu modo de agir no que diz respeito à prática de direitos humanos e precisa compreender a lógica de proteção da pessoa humana e respeitar os direitos humanos. Será um módulo de instrução que faremos junto com órgãos de direitos humanos, qualificando os profissionais da segurança pública - disse Zaqueu Teixeira.
Ainda de acordo com o secretário, a PM espera que os excessos cometidos pelos policiais nos protestos sejam denunciados pela população. “Excessos cometidos pela PM devem ser denunciados para que os casos sejam apurados rigorosamente. O uso de gás [lacrimogêneo] e de equipamentos não letais devem ser utilizados de forma moderada. Aqueles que cometeram excessos e foram identificados, estão afastados das manifestações”, declarou.
Participaram da reunião representantes da Anistia Internacional, do Conselho Estadual de Direitos Humanos, do Conselho de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Defensoria Pública do Estado e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.
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