As negociações entre a polícia e o homem que mantém uma família refém no bairro Campos Elísios, em Campinas, foram retomadas após serem suspensas por quase 5 horas. Às 5h desta quarta-feira, de acordo com os policiais, o seqüestrador jogou fora o comunicador com o qual falava com a polícia. Desde o meio-dia de terça-feira, ele mantém uma mulher e duas crianças reféns, após uma tentativa de assalto.
A polícia tenta vencer o seqüestrador pelo cansaço e, na noite desta terça, cortou a energia elétrica da residência. O assaltante estaria há mais 20 horas sem dormir. A última exigência dele foi um carro para a fuga, dizendo que libertaria os reféns no caminho. A polícia, no entanto, não cedeu ao pedido.
O suspeito, identificado como Felipe, 26 anos, invadiu a residência armado, depois de tentar fugir da polícia, e fez reféns uma mulher e três crianças. Às 16h, uma das crianças foi libertada em troca de um colete a prova de balas.
Por volta das 22h30, o Grupo de Repressão Especial, da Polícia Civil, e o Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) tentavam negociar a libertação de mais um refém em troca de comida, mas não houve acordo.
O coronel Eliziário Barbosa, comandante da Polícia Militar da região, afirmou que a maior dificuldade de negociação é o fato de não saber o que esperar de uma pessoa nessa situação. Segundo ele, a principal exigência do seqüestrador é sair em liberdade.
O comandante afirmou ainda que o comportamento do seqüestrador está dentro da normalidade. - Pela conversa, ele é uma pessoa lógica, não demonstra nenhum distúrbio - afirmou.
O seqüestrador é suspeito de tentar assaltar uma galeria de lojas com um outro homem, que teria conseguido fugir.