Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Polícia reforça segurança perto da casa de Sérgio Cabral

O policiamento foi reforçado nesta sexta-feira, na Rua Aristides Espínola, no Leblon, na Zona Sul do Rio, após a manifestação da noite desta quinta, na porta do governador Sérgio Cabral.

Sexta, 05 de Julho de 2013 às 07:53, por: CdB
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O policiamento está reforçado nesta sexta-feira, na Rua Aristides Espínola, no Leblon, na Zona Sul do Rio, após a manifestação
O policiamento foi reforçado nesta sexta-feira, na Rua Aristides Espínola, no Leblon, na Zona Sul do Rio, após a manifestação da noite desta quinta, na porta do governador Sérgio Cabral. Por volta das 7h, sete carros da PM  sendo três do Batalhão de Choque e quatro do 23º BPM (Leblon) - faziam o patrulhamento na região. Há patrulhas da PM também na Rua Rita Ludolf. Os manifestantes concentrados perto da casa do governador foram dispersados no fim da noite pela Tropa de Choque da Polícia Militar, depois de fecharam por cerca de uma hora e meia, a Delfim Moreira. Cerca de 100 policiais do Batalhão de Choque da PM, com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta, dispersaram os cerca de 400 manifestantes que protestavam contra o governo de Sérgio Cabral. Os manifestantes atearam fogo em cones de orientação do trânsito, de material inflamável, em resposta à ação da Polícia Militar. O ex-cabo do Corpo de Bombeiros Andrei Carlos de Azevedo, expulso da corporação em 2011, disse que a Tropa de Choque dispersou os manifestantes na Avenida Delfim Moreira com bombas de efeito moral. "Alguns manifestantes correram para a praia e foram detidos pelos militares perto do Posto 10 do Corpo Marítimo de Salvamento, onde acabaram detidos. Integrantes da Comissão de Direitos Humanos da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), que observavam a manifestação, foram para o local para saber como está agindo a polícia." A manifestação registrou um momento de tensão quando chegaram ao local dois estudantes do grupo que foi recebido pelo governador no dia 27 de junho passada, no Palácio Guanabara, sede do governo do estado. Os dois foram chamados de infiltrados e um deles, identificado como Eduardo Oliveira, foi retirado do local por policiais militares do esquema montado pela PM, que interditou trecho da Rua Aristides Espíndola, onde mora o governador. Luiza Dreyer, de 22 anos, integrante do Ocupe a Delfim Moreira, grupo que inicialmente acampou durante dez dias no cruzamento, disse que os dois foram recebidos com indignação por que chegaram como se nada tivesse acontecido. A estudante explicou que os manifestantes que hoje  estavam protestando também contra a retirada dos acampados na madrugada da última terça-feira,  segundo ela de forma violenta,  não se sentem representados pelo grupo que foi recebido por Cabral. - Foram reprimidos por todos, por que eles não representam a manifestação do acampamento e nem a que está aqui contra a repressão que foi feita para tirar todos os 15 acampados em dez barracas. Eles são os culpados por a gente ter saído. Depois do encontro que o secretário de Direitos Humanos [secretário do estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Zaqueu Teixeira] veio falar com a gente, foi marcado um encontro para cinco dias depois. Eles aproveitaram a oportunidade e foram falar com o Sérgio Cabral em dois dias sem avisar para a gente, sem pauta, sem ser aberto à mídia, sem transmissão ao vivo, tudo que a gente não pregava desde o início. Eles aparecerem aqui é uma verdadeira cara de pau - explicou. O ator Pedro Casarin, de 22 anos, que também fazia parte do grupo Ocupe a Delfim Moreira, disse que ele e a mãe receberam ameaças no dia 23 de junho por permanecerem no local. “Falaram que eu estava correndo sério risco e estava me expondo muito. Tiraram foto minha. A sensação de insegurança era real”, disse, acrescentando que não tem a intenção de acampar outra vez naquele cruzamento.
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