Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Polícia reforça patrulhamento na Rocinha por tempo indeterminado

Batalhão de Choque (BChq) reforçou na madrugada desta sexta-feira o patrulhamento na Rocinha, na Zona Sul do Rio. Os policiais irão ficar na comunidade por tempo indeterminado.

Sexta, 08 de Novembro de 2013 às 09:53, por: CdB
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Batalhão de Choque (BChq) reforçou na madrugada desta sexta-feira o patrulhamento na Rocinha
Batalhão de Choque (BChq) reforçou na madrugada desta sexta-feira o patrulhamento na Rocinha, na Zona Sul do Rio. Os policiais irão ficar na comunidade por tempo indeterminado. Segundo a comandante da UPP da Rocinha, major Priscila Azevedo, os moradores devem entender que a região está passando por um processo de reconstrução de confiança e de proximidade. - Realmente as áreas Rua 1, Rua 2 e Roupa Suja são áreas tradicionalmente com uma influência muito forte do tráfico de drogas. Os confrontos demonstram que a Polícia Militar está ciente disso, a gente tem a mesma preocupação na Estrada da Gávea e nestes locais, por isso diariamente tem policiamento lá sim, daí originando os confrontos - contou a major Priscila Azevedo. A comandante da UPP pediu para a população continuar fazendo as denúncias, pois ajuda a nortear as ações da polícia. - O patrulhamento existe, por isso a gente está recendo auxílio do Batalhão de Choque e do Batalhão de Ações com Cães para conseguir atender ao máximo esses pedidos da comunidade de patrulhamento. Isso vem acontecendo mais ainda no período noturno. A gente tem feito o possível e o impossível para tentar restabelecer a paz na comunidade da Rocinha - afirmou a major Priscila Azevedo. De acordo com  a major, todas as ações da polícia são avaliadas para escolher a melhor oportunidade para executá-las. “É importante frisar que qualquer ação, qualquer operação policial, qualquer patrulhamento ele é baseado em responsabilidade. O policial que está ali ele prima pela segurança dos moradores. Exatamente por isso a gente tem que avaliar o momento certo, avaliar a oportunidade melhor para realizarmos esse patrulhamento para a gente alcançar o principal objetivo do policiamento de proximidade, que é a preservação de vidas”, contou a major. Depois dos tiroteios, que têm assustado os moradores, a Rocinha recebeu um reforço no patrulhamento. Nesta quinta-feira, cães farejadores acharam drogas na comunidade. A polícia investiga uma disputa entre quadrilhas rivais pelo controle do tráfico. Segundo informções do portal G1.  Segundo moradores, os tiroteios têm sido frequentes na comunidade. Um deles, que mora perto da localidade conhecida como Roupa Suja,  no alto da favela, relatoou que há bocas de fumo na região e que alguns criminosos andam armados.Os tiroteios na Rocinha tem sido constantes. De acordo com  a polícia, foram encontrados dois sacos com trouxinhas de maconha e um saco pequeno com papelotes de cocaína, na localidade conhecida como Beco 199. A droga estava escondida atrás da porta de um bar abandonado e foi encontrada cães farejadores. Segundo investigação, Djalma controla a parte alta da Rocinha. Johnny teria o controle das áreas mais baixas da favela. A polícia não admite abertamente que a guerra do tráfico voltou à comunidade. Mas o comandante das UPPs confirmou que há relatos de confrontos na favela e, que por isso as operações têm sido mais frequentes. Policiais da UPP patrulharam os principais acessos da comunidade. Durante a operação, a Companhia de Cães da Polícia Militar teve papel fundamental na localização de drogas no alto da comunidade. Os PMs apreenderam uma pequena quantidade de maconha e cocaína no beco 199. A polícia investiga uma possível disputa dentro da facção que comanda o tráfico na Rocinha. Um grupo seria chefiado por John Wallace da Silva Viana, o Johnny - na parte baixa da comunidade. Ele é apontado como o sucessor do traficante Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem, preso em novembro de 2011, dias antes da ocupação da Rocinha. O chefe do outro bando seria Luiz Carlos Jesus da Silva, o Djalma, que controlaria a parte alta da comunidade. Segundo fontes da polícia, ele era um dos homens de confiança de Nem, mas rompeu com a facção. Os moradores reclamam dos tiroteios frequentes. – Quem sofre são os próprios moradores, né, que ficam acuados nas suas casas para não ser atingidos por bala perdida – concluiu um morador.
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