Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Polícia realiza operação para desarticular grupo Black Blocs

Policiais civis realizaram uma operação para tentar desarticular o grupo Black Blocs, que protagoniza atos de vandalismo e violência durante protestos no Rio.

Sexta, 11 de Outubro de 2013 às 08:21, por: CdB
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Policiais civis realizaram uma operação para tentar desarticular o grupo Black Blocs
Policiais civis realizaram uma operação para tentar desarticular o grupo Black Blocs, que protagoniza atos de vandalismo e violência durante protestos no Rio. A ação da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) começou nesta sexta-feira, pelo menos seis pessoas foram levadas para prestar esclarecimentos. Segundo o delegado titular do Departamento Geral de Polícia Especializada (DGPE), Fernando Reis, os agentes visam cumprir 17 mandados de busca e apreensão em vários locais da capital fluminense. Eles apreenderam computadores, equipamentos eletrônicos e máscaras durante vasculhamentos em residências. De acordo com o delegado, a Polícia Civil pediu quebra de sigilo de dados de pessoas investigadas para saber que nível de envolvimento elas têm com os Black Blocs. "A Polícia Civil, em momento algum, questiona o direito de manifestação, mas o caso é que eles praticam crimes", ressaltou. Para o advogado do Instituto de Defensores dos Direitos Humanos (DDH) Felipe Coelho, duas pessoas tinham sido liberadas após os depoimentos até o mesmo horário. Equipes do instituto acompanham os depoimentos. Apoio total Enquanto são caçados pela polícia, porém, os Black Blocs receberam, também nesta sexta-feira, o apoio incondicional dos professores. O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação (Sepe) declarou, durante assembleia, noite passada,  que os Black Blocs contam com a aprovação da categoria, no que diz respeito aos confrontos com a polícia ocorridos no protesto de segunda-feira. Houve votação sobre o assunto durante a reunião no Clube Municipal, na Tijuca, Zona Norte do Rio, que definiu também a continuidade da greve da categoria. Muitos dos professores afirmam ter sido protegidos pelos mascarados dos excessos cometidos pelos policiais e, além disso, eles teriam feito os primeiros socorros de pessoas feridas durante as confusões nos arredores da Câmara Municipal. – As manifestações dos profissionais de educação continuarão a ser organizadas pelo Sepe, mas os Black Blocs serão sempre bem-vindos. O Sepe não pode se responsabilizar por atos anteriores, mas nos protestos dos professores os causadores dos conflitos não foram os Black Blocs e sim a polícia – afirmou o coordenador geral do Sepe, Alex Trentino, a jornalistas. Em grupos de professores e de outros servidores formados no Facebook, foram postadas desde o início do mês frases como “Black Blocs, admiro vocês”, “Parabéns aos guerreiros Black Blocs”, “Black Bloc é meu amigo. Mexeu com ele, mexeu comigo”. Uma mulher que se identificou como professora os classificou de “jovens destemidos”. Outra, mais direta, os chamou de “fofos”. Cerca de 5 mil professores participaram da assembleia e, logo depois, saíram em passeata em direção à Cidade Nova. Durante o encontro, houve ainda um esclarecimento sobre os pedidos de saída da secretária de Educação Claudia Costin. De acordo com o sindicato, os gritos "Fora, Costin" não constituem uma condição para o término da greve, são apenas vistos como uma maneira de demonstrar discordância com a atual política do município para a educação. – O prefeito Eduardo Paes disse que não negocia com o Sepe. Isso só diminui o espírito de consenso e aumenta a guerra entre os dois lados, que para mim não deveria existir – afirmou o deputado Marcelo Freixo (Psol), que participou da assembleia nesta quarta-feira.
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