Rio de Janeiro, 15 de Agosto de 2026

Polícia proíbe protesto contra reforma trabalhista na França

A polícia proibiu nesta quarta-feira a realização do protesto de sindicatos contra a polêmica reforma trabalhista em Paris, planejado para acontecer

Quarta, 22 de Junho de 2016 às 07:24, por: CdB

Depois de violência em protestos recentes, autoridades não autorizam marcha organizada por sindicatos pela capital francesa. Polícia alega não ter condições de garantir segurança

Por Redação, com DW - de Paris:

A polícia proibiu nesta quarta-feira a realização do protesto de sindicatos contra a polêmica reforma trabalhista em Paris, planejado para acontecer nesta quinta. Autoridades alegaram que não poderiam garantir a segurança, após marchas semelhantes terminarem em confrontos entre manifestantes e policiais.

Em comunicado, a polícia informou ainda estar sobrecarregados com a demanda de reforços exigida pela Eurocopa e pela a ameaça de terrorismo.

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A polícia proibiu nesta quarta-feira a realização do protesto de sindicatos contra a polêmica reforma trabalhista em Paris

A decisão foi criticada por políticos da oposição e sindicatos que exigiram uma reunião de emergência com o ministro francês do Interior, Bernard Cazeneuve, para tratar do assunto. A líder do partido de extrema-direita Frente Nacional, Marine Le Pen, afirmou que a proibição é uma grave violação à democracia.

A marcha da quinta-feira faria parte de uma série de protestos e greves que acontecem em toda a França desde março e seria décima realizada em Paris. Os manifestantes são contra a reforma trabalhista, promovida pelo presidente François Hollande e alegam que a mudança ameaça os direitos dos trabalhadores, beneficia apenas empresários e mantém a precariedade no mercado de trabalho.

A revolta dos manifestantes se deve ao fato de que a mudança da legislação tornará as contratações e demissões mais simples. A proposta é uma das bandeiras de Hollande, assolado por índices de popularidade que ameaçam sua reeleição em maio de 2017.

Alguns desses protestos terminaram em violência, como o da semana passada em Paris, no qual cerca de 40 pessoas ficaram feridas, após um confronto entre manifestantes e a polícia.

Em comunicado, a polícia lembrou ainda que autoridades pediram que os sindicatos organizassem um comício fixo e não uma marcha pela cidade. Com a recusa, alegou que não teve alternativa a não ser proibir o protesto.

Os protestos e greves acontecem em meio à Eurocopa e têm prejudicado a imagem do país entre os visitantes. O governo francês disse nesta semana que só permitiria um comício fixo em Paris, alegando, para a proposta, a tentativa de conter a violência.

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