Rio de Janeiro, 14 de Fevereiro de 2026

Polícia procura um dos condenados pela morte de Tim Lopes

Quinta, 30 de Agosto de 2007 às 08:13, por: CdB

O traficante Elizeu Felício de Souza, o Zeu, condenado por envolvimento na morte do jornalista Tim Lopes está foragido desde o dia 10 de julho último.

O crime ocorreu no Rio em 2002, mesmo ano em que Souza foi preso. Ele obteve o benefício de saída temporária e não voltou mais à prisão. Segundo a acusação, o criminoso foi o responsável por comprar a gasolina jogada sobre o corpo do jornalista.

A polícia suspeita que ele tenha voltado para o complexo do Alemão (zona norte do Rio). Segundo informações da Polícia Civil, equipes fazem buscas para tentar localizar Souza.

Zeu foi condenado em 2005 a 23 anos e seis meses de prisão, em regime fechado, Elizeu foi transferido em fevereiro de Bangu III para o Presídio Edgar Costa, em Niterói, onde passou a cumprir a pena em regime semi-aberto. 

Nesta quarta-feira, a Divisão de Capturas da Polinter fez uma operação no Alemão para checar informações sobre o paradeiro de Eliseu. O chefe da Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, espera que denúncias anônimas possam levar à prisão do criminoso.

Além de Zeu, também já foram julgados e condenados Ângelo Ferreira da Silva, o Primo; o traficante Elias Pereira da Silva, o Elias Maluco; Cláudio Orlando do Nascimento, o Ratinho; Reinaldo Amaral de Jesus, o Kadê; Fernando Satyro da Silva, o Frei; e Claudino dos Santos Coelho, o Xuxa. A pena mais alta é de Elias Maluco, condenado a 28 anos e seis meses de prisão.

Crime

Tim Lopes desapareceu no início de junho de 2002, na Vila Cruzeiro, favela que faz parte do complexo do Alemão, depois de ser reconhecido e capturado por traficantes ligados a Elias Maluco, quando fazia reportagem sobre um baile funk onde haveria consumo de drogas e sexo explícito.

Lopes foi levado para o morro da Grota, também no complexo do Alemão, onde teria sido esquartejado e queimado em pneus --método conhecido como "microondas" e usado para apagar vestígios da morte.

Dos nove indiciados pelo assassinato, dois morreram: André da Cruz Barbosa, o André Capeta, e Maurício de Lima Matias.

 

 

 

 

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