Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Polícia prende suspeitos de aplicar golpes bancários

Policiais da 54ª DP (Belford Roxo), realizou nesta segunda-feira uma megaoperação para prender suspeitos de aplicar golpes milionários em bancos.

Segunda, 11 de Novembro de 2013 às 07:28, por: CdB
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A megaoperação contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core)
Policiais da 54ª DP (Belford Roxo), realizou nesta segunda-feira uma megaoperação para prender suspeitos de aplicar golpes milionários em bancos. A ação aconteceu nos Estados do Rio de Janeiro, Paraná, Bahia e Espírito Santo. No Rio, os agentes visam cumprir 15 mandados de prisão e 28 de busca e apreensão. Os agentes prenderam Rogério Manso Moreira, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com informações do portal G1. Segundo o delegado Felipe Curi, Rogério, que é ex-candidato a deputado, agia como lobista com o primo, o irmão e o tio para arrecadar dinheiro,  todos também presos. - É uma quadrilha que age, principalmente na Baixada Fluminense, mas tem tentáculos em outros Estados também. É uma quadrilha especializada em golpes bancários milionários, uma das maiores do país. Em dois anos, eles movimentaram quase R$ 40 milhões, adquiriram 82 caminhões que eram usados para lavar dinheiro e usavam ainda empresas de fachada para praticar o crime - explicou Curi. Segundo o delegado, os integrantes da quadrilha faziam a proposta para que pequenas empresas fizessem um trabalho para a prefeitura. No entanto, em troca, esses microempresários tinham que aumentar o capital da mesma. Para que isso acontecesse, eles faziam grandes empréstimos nas instituições financeiras. - Quando este empresário percebia que não tinha condições de arcar com o custo, os lobistas transferiam a empresa para algum laranja, que também pertencia a quadrilha. E aí era feita uma pirâmide de empréstimo com outras várias empresas - acrescentou. Ainda de acordo com o delegado, entres os presos, está um assessor da prefeitura, identificado como Rogério Ramos, também foi preso nesta segunda. O delegado explicou ainda que os empréstimos variavam de R$ 1 mihão a R$ 3 milhões e, com isso, a quadrilha adquiriu 82 caminhões, que estão espalhados pelo país e foram comprados com a finalidade de lavar o dinheiro. - Eles colocaram em empresas de fachada e esses caminhões que dão uma renda para eles. Cada caminhão pode ser alugado por até R$ 5 mil por mês - concluiu. A megaoperação contou com o apoio da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da 56ª DP (Comendador Soares), 64ª DP (São João de Meriti), 51ª DP (Paracambi) e 50ª DP (Itaguaí). Para o delegado, a polícia quebrou o sigilo bancário de 35 empresas e 173 contas correntes foram analisadas. Além de 36 contas interceptadas e 70 mil registros entre ligações e mensagens. O empréstimo variava de R$ 50 mil a R$ 200 mil. "Eles precisavam de empresas com CNPJ antigos para dar continuidade aos empréstimos e quando essas empresas não conseguiam arcar com o valor pego no banco, eles colocavam um laranja deles como sócio dessas empresas. Esses laranjas na maioria das vezes eram pessoas analfabetas", relatou. O delegado disse ainda que com este esquema, empresas que tinham o capital inicial de R$ 20 mil passavam a ter R$ 5,7 milhões. A investigação durou sete meses e os presos responderão por lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica.
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