A polícia prendeu, na manhã desta sexta-feira, no complexo da Maré, um homem suspeito de envolvimento na morte do desembargador do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) do Rio de Janeiro, José Maria de Mello Porto. O bandido foi detido com uma metralhadora 9 mm.
Mello Porto foi morto a tiros após um suposto roubo frustrado, na noite de quinta-feira, nas proximidades de uma favela, em Benfica (zona norte do Rio). Ele era primo do ex-presidente Fernando Collor de Mello e do atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral TSE) e ministro do Supremo Tribunal Federal STF), Marco Aurélio de Mello. Sua carreira foi marcada por polêmicas, denúncias e a defesa do nepotismo.
Segundo informações preliminares da Polícia Militar (PM), o suspeito é conhecido como Romarinho. Quando foi revistado e preso, ele tinha uma metralhadora 9 mm, 99 munições, mais de 80 porções de cocaína, um radiotransmissor e um celular. O rapaz foi levado à 21ª DP.
O roubo frustrado que teria culminado na morte de Mello Pinto ocorreu por volta das 19h de quinta, no trajeto entre o TRT e a casa do desembargador. Ele seguia de carona com um amigo no carro dele - um Audi A3 - quando criminosos que estavam a bordo de outros dois carros o cercaram.
Logo depois de parte dos criminoso ter descido dos carros e anunciado o roubo, Mello Porto e o amigo tentaram fugir correndo. Os criminosos, então, atiraram. O desembargador foi atingido e morreu na hora. O amigo dele, que não ficou ferido, pediu que sua identidade seja preservada.
O corpo do desembargador foi velado no Centro Cultural da Justiça do Trabalho, no centro do Rio e enterrado, no cemitério São João Batista, nesta sexta-feira.
O caso foi registrado na 17ª DP (São Cristóvão), e deverá ser investigado. Será apurada a hipótese da morte de Mello Porto ter sido encomendada.