Rio de Janeiro, 19 de Setembro de 2026

Polícia prende suspeito de estuprar menina na Rocinha

Elder Marinho, de 22 anos, suspeito de estuprar e matar a menina Rebeca Miranda de Carvalho, de 9 anos, na Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, foi preso por violentar uma menina de quatro anos em Juazeiro do Norte, no Ceará.

Sexta, 04 de Outubro de 2013 às 07:55, por: CdB
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Rebeca foi encontrada morta em um barranco
Elder Marinho, de 22 anos, suspeito de estuprar e matar a menina Rebeca Miranda de Carvalho, de 9 anos, na Rocinha, Zona Sul do Rio de Janeiro, foi preso por violentar uma menina de quatro anos em Juazeiro do Norte, no Ceará. Ele foi detido na comunidade de Rio das Pedras, em Jacarepaguá, Zona Oeste. Segundo a polícia, o crime no Ceará foi em 2008, quando Elder trabalhava em um parque de diversões, o suspeito, no momento da prisão, tinha marcas de arranhão no rosto e detinha o celular de Rebeca, que foi encontrada morta no dia 29 de setembro. - Para mim é um alívio. Foi feita justiça. Ligaram para um amigo que nos passou a notícia. Sempre tive a esperança na solução do caso. Agora o que tenho a dizer é agradecer o trabalho deles - disse a mãe da menina, Maria Miranda, emocionada. A DH pediu a prisão temporária de 30 dias para Elder, segundo a polícia. O suspeito, que confessou o crime, passará ainda por exames no Instituto Médico Legal. Moradores da favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, fizeram na quinta-feira um protesto contra a morte da menina e comemoraram ao receber a notícia, interrompendo o ato. A criança foi vítima de abuso sexual de acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML). - Nos reunimos com o Freixo deputado estadual e a comissão de Direitos Humanos da Alerj ficou de ajudar tanto quanto no caso do Amarildo. Esse protesto vai causar um pouco de transtorno mas é pra chamar a atenção da sociedade pra Rocinha - disse William de Oliveira, membro conselho estadual de Direitos Humanos. Carregando diversas faixas, os manifestantes chegaram a fechar a Autoestrada Lagoa-Barra, sentido Barra da Tijuca. “É a primeira. Faremos protestos até que achem o culpado. Ou cairá no esquecimento e acontecem outras vezes”, afirmou João Bosco Barros, primo da menina Rebeca. De acordo com informações do portal G1. Rebeca foi encontrada morta em um barranco, a 50 metros da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Os moradores dizem que os policiais da UPP não fazem mais patrulhamento nos becos da favela desde o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo, há pouco mais de dois meses. Segundo a polícia, o caso do pedreiro deve ser concluído nos próximos dias, mas o governador Sérgio Cabral nega que a tropa tenha recebido orientação para não policiar os becos. A vizinha que encontrou o corpo de Rebeca disse que ela estava coberta com telhas e que reconheceu o chinelo que a menina estava usando.  
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