Polícia prende suspeito de acender rojão que matou cinegrafista
Caio Silva e Souza, de 22 anos, suspeito de lançar o rojão que matou o cinegrafista da Bandeirantes, chegou às 8h42 desta quarta-feira no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Ele foi preso em Feira de Santana (BA).
Quarta, 12 de Fevereiro de 2014 às 07:20, por: CdB
Caio Silva e Souza, de 22 anos, suspeito de lançar o rojão que matou o cinegrafista da Bandeirantes
Caio Silva e Souza, de 22 anos, suspeito de lançar o rojão que matou o cinegrafista da Bandeirantes, chegou às 8h42 desta quarta-feira no Aeroporto Internacional Tom Jobim, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio. Ele foi preso em Feira de Santana (BA).
O suspeito foi encaminhado para a Cidade da Polícia, no Jacarezinho, Subúrbio do Rio, onde os investigadores que efetuaram a prisão vão conceder uma entrevista coletiva à imprensa para informar mais detalhes sobre a investigação e a prisão. Segundo informações da Globonews, três viaturas da polícia aguardavam, às 9h, o desembarque de Caio para conduzí-lo. Ele desembarcou momentos depois, acompanhado de vários agentes civis e federais. O suspeito foi levado para a unidade policial.
Caio contou após a prisão que pretendia fugir para a casa de um avô para o Ceará, quando foi convencido por telefone pela namorada a se entregar à polícia. Ele alegou logo após a prisão que não sabia que o artefato que matou Santiago era um rojão e sim o explosivo conhecido como "cabeção de nego". Ele pediu ainda desculpas pela "morte de um trabalhador", como ele própio, sua mãe e seu pai.
Agentes da 17ª DP (São Cristóvão) acompanharam o delegado que investiga o caso, Maurício Luciano de Almeida e Silva, e o advogado de Caio, Jonas Tadeu, na operação que terminou com a entrega de Caio. Homens da polícia baiana deram apoio à operação. A namorada do suspeito também esteve na Bahia durante a entrega. Ele se entregou numa pousada próxima à rodoviária da cidade baiana, que fica a mais de 1,5 mil km do Rio e a 100 km de Salvador.
O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Fernando Veloso, afirmou que o advogado de Caio, que também representa o outro envolvido no caso preso, Fábio Raposo, também intercedeu para agilizar a entrega.
- As equipes estavam empenhadas em diferentes frentes e o advogado intercedeu no sentido de demovê-lo da ideia de se evadir. Se não fizesse isso a polícia ia acabar o encontrando, porque a coordenadoria de inteligência da Polícia Civil já tinha uma linha onde já monitorávamos o deslocamento dele para o nordeste. A intervenção do advogado fez com que se acelerasse essa captura - contou Veloso.
Veloso afirma que todos os direitos do preso estão sendo garantidos, e que as investigações sobre o caso continuam. "Estamos convencidos que a participação do Caio nessas manifestações de forma efetiva com emprego de violenta não se restringiu ao fato que agora já sabemos, e temos provas contuntentes, dele ser o autor da morte do Santiago", disse.
Prisão
A Polícia Civil prendeu na madrugada desta quarta-feira o suspeito de acender e atirar o rojão que matou o cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, durante manifestação na última quinta-feira, no Rio. Caio Silva de Souza foi preso em Feira de Santana, na Bahia, por policiais da Delegacia de São Cristóvão, Zona Norte do Rio, que investiga o caso.
Caio estava em uma pousada da cidade baiana e não reagiu à prisão. Um mandado de prisão havia sido expedido na última segunda-feira pela Justiça fluminense, pelo crime de homicídio doloso qualificado por uso de explosivo.
Os policiais buscavam Caio desde terça-feira. Durante as buscas, ele não foi encontrado em sua casa na Baixada Fluminense.
Caio Souza foi apontado pelo tatuador Fábio Raposo como o responsável por acender o artefato que provocou a morte do cinegrafista. Raposo está preso e confessou ter entregado o explosivo a Caio.
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