Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Polícia prende mais de 450 após protesto contra cúpula do G20

A polícia canadense informou ter prendido mais de 450 pessoas depois que uma manifestação contra a cúpula do G20, no centro de Toronto, se tornou violenta. A polícia, que admitiu ter perdido algumas vezes o controle da situação, usou gás lacrimogêneo para controlar a multidão. (Leia Mais)

Domingo, 27 de Junho de 2010 às 10:08, por: CdB

A polícia canadense informou ter prendido mais de 450 pessoas depois que uma manifestação contra a cúpula do G20, no centro de Toronto, se tornou violenta. O Canadá gastou mais de US$ 970 milhões em segurança para as reuniões de cúpula do G8 e do G20.

A porta-voz da polícia, Michelle Murphy, disse que foram detidas 480 pessoas pela cidade depois do que ela descreveu como "um protesto bastante bagunçado" no sábado. Eles podem ser indiciados por delitos que variam de causar danos a ataque à polícia.

O protesto de sábado começou de modo pacífico, mas rapidamente deu origem a distúrbios depois que grupos de anarquistas mascarados saiu da multidão, quebrou vidros de lojas e incendiou pelo menos duas viaturas policiais.

A fumaça de pneus queimados era visível do luxuoso hotel no centro da cidade onde os líderes mundiais estavam reunidos, em uma área isolada por barreiras e dezenas de policiais, como parte de uma operação de segurança que custou ao Canadá cerca de US$ 1 bilhão.

– Se alguma coisa explodir, como ocorreu ontem, vamos reagir em conformidade –, disse Murphy.

A polícia, que admitiu ter perdido algumas vezes o controle da situação, usou gás lacrimogêneo para controlar a multidão no sábado.

– O que vimos sábado foi um bando de criminosos que finge ter uma diferença de opinião e escolhe a violência para expressar essas chamadas diferenças de opinião –, disse Dimitri Soudas, porta-voz do primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, em entrevista à imprensa.

Na manhã deste domingo, Toronto, maior cidade do Canadá, estava calma.

Grupos anti-G20 vêm se manifestando em Toronto contra a cúpula dos países ricas e economias emergentes, que teve início no sábado, depois de uma reunião do G8, que engloba as nações mais industrializadas do mundo.

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