Dezenas de relógios de pulsos, telefones celulares, frentes de toca-fitas, três facas, algumas pedras semipreciosas, equipamentos eletrônicos e vários documentos, inclusive uma carteira de trabalho, foram localizados na tarde desta sexta-feira durante uma operação da Polícia Militar no Bairro Bonfim, região Noroeste de Belo Horizonte. Os objetos estavam no quarto de Osmar da Silva, 60 anos, que aluga sete quartos para travestis.
O acusado de contrabando alegou que os objetos ou foram aceitos como uma espécie de penhor, ou seja, pessoas que contraíram empréstimos ou fizeram programas e não tinham dinheiro para pagamento e deixaram pertences pessoais como garantia. Esse tipo de negócio teria acontecido durante a permanência de "Dona Zilah" como responsável pela gerência do lugar. Com o falecimento da mulher, ele disse que "estava guardando o material".
O major Marcos Vinícius Lima, que comandou a operação, informou que os objetos - que não tinham documentos de procedência - seriam apreendidos e levados para a 14ª Delegacia de Polícia, no Bairro Alípio de Melo. Osmar Silva também seria levado até lá para explicar a origem de tantos objetos sem notas fiscais.
A versão de que os objetos foram recebidos como garantia de empréstimos foi confirmada pelos travestis Débora e Andrezza. O militar não descartou que os objetos possam ter sido furtados e estivessem sendo guardados no local. A operação aconteceu em conjunto com o Corpo de Bombeiros, fiscais da Prefeitura de Belo Horizonte e comissários do Juizado de Menores.
Ao todo, seis prostíbulos foram inspecionados. Em todos, os bombeiros encontraram irregularidades e risco de incêndio.
Simultaneamente, outros batalhões da PM também realizaram operações em diversos pontos da cidade. No hipercentro, conforme informou o sub-comandante do 1º BPM (Santa Efigênia), major Cláudio Ângelo, até às 19 horas, uma pessoa foi presa com uma bucha de maconha. Também foram apreendidos um telefone celular e uma motocicleta.