Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Polícia prende chefe do tráfico na comunidade da Mangueira

Agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e da Polícia Federal prenderam nesta sexta-feira João Paulo Firmiano, suspeito de chefiar a venda de drogas na Mangueira, zona norte do Rio. Conhecido como Russão, Firmiano estava foragido na comunidade do Juramento, em Vicente de Carvalho, também na Zona Norte.

Sexta, 07 de Novembro de 2014 às 11:14, por: CdB
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De acordo com a Polícia Federal, os dois são apontados, respectivamente, como chefe do tráfico na comunidade da Mangueira e em Cabo Frio, na Região dos Lagos
Agentes da Subsecretaria de Inteligência da Secretaria de Segurança e da Polícia Federal prenderam nesta sexta-feira João Paulo Firmiano, suspeito de chefiar a venda de drogas na Mangueira, zona norte do Rio. Conhecido como Russão, Firmiano estava foragido na comunidade do Juramento, em Vicente de Carvalho, também na Zona Norte. Segundo a subsecretaria, Firmiano é o responsável pelos últimos conflitos na comunidade da Mangueira. Os confrontos entre facções rivais começaram com a morte do ex-traficante Francisco Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, em setembro deste ano. Ele comandou por mais de uma década o tráfico na região e cumpriu pena de 21 anos. Antes de ser assassinado, Francisco trabalhava na organização não governamental (ONG) AfroReggae. No dia 17 do mês passado, o policial militar Tiago Rosa Coelho da Silva, de 30 anos, foi foi atingido nas costas durante uma troca de tiros com traficantes na região. O soldado, que estava de colete, foi levado para o Hospital Quinta D'Or, em São Cristóvão, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Também em outubro, Caio Martins Ferreira, de 17 anos, foi morto a tiros quando jogava futebol com adolescentes na quadra da comunidade. Além de Caio, três pessoas foram atingidas, entre elas uma criança de 5 anos, e levadas para um hospital no centro da cidade. No último dia 30, cinco corpos foram encontrados em um carro no bairro vizinho de Benfica com um bilhete com os seguintes dizeres: "não aceitamos covardia. Vida paga com vida. Matou inocente morreu". Segundo a polícia, pelo menos dois dos homens mortos participaram do ataque aos jovens na quadra de futebol e tinham mandados de prisão expedidos pela justiça. Os policiais prenderam, na mesma ação, Carlos Eduardo Freire Barboza, suspeito de chefiar a venda de drogas em comunidades de Cabo Frio, na Região dos Lagos. Carlos Eduardo Freire Barboza, conhecido como Cadu Playboy, também estava no Morro do Juramento.

Acusados de ataques

A juíza Marcela Assad Caram, da 25ª Vara Criminal da Capital, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), aceitou pedido do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) e manteve a prisão preventiva de 25 acusados de associação criminosa e tráfico de drogas no Complexo do Alemão, zona norte do Rio. Presos no dia 18 de setembro, durante a Operação Urano, eles conseguiram alvará de soltura, na última terça-feira, em pedido de habeas corpus concedido pelo desembargador Fernando Antônio de Almeida, da 6ª Câmara Criminal do TJRJ. A soltura não foi efetivada, porém, por causa da decisão posterior da juíza. Na decisão, a juíza entendeu que os réus oferecem risco à ordem pública e à instrução criminal. Se soltos, poderiam ameaçar testemunhas ou até mesmo fugir. Marcela Assad Caram destacou que a denúncia foi baseada em trabalho investigativo, do Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado do MP-RJ e da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que incluiu escutas telefônicas com autorização judicial e mandados de busca e apreensão. Trabalho que possibilitou a coleta de indícios suficientes de autoria dos crimes pelos réus. Para a juíza, a decisão dela não afronta a anterior. - Como bem esclarecido pelo Ministério Público, entendo que a presente decisão não afronta aquela proferida nos autos do habeas corpus mencionado, vez que essa última cingiu-se a anular a decisão anterior, devolvendo, assim, no meu entender, a apreciação da matéria à inferior instância, razão pela qual deixo de expedir os alvarás de soltura ali determinados - explicou. Os 25 presos são acusados de envolvimento em ataque à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Alemão, no incêndio de veículos próximo à unidade e em diversos confrontos envolvendo traficantes e policiais militares.
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