Polícia prende agentes que colocaram mulher ferida em porta-malas
Três policiais militares que socorreram uma mulher baleada em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foram presos por determinação da própria Polícia Militar. Os três estão sendo investigados por terem socorrido, de forma errada, Cláudia da Silva Ferreira, que havia se ferido durante uma ação policial, ocorrida no domingo, na comunidade da Congonha, em Madureira.
Três policiais militares que socorreram uma mulher baleada em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro
Três policiais militares que socorreram uma mulher baleada em Madureira, na Zona Norte do Rio de Janeiro, foram presos por determinação da própria Polícia Militar. Os três estão sendo investigados por terem socorrido, de forma errada, Cláudia da Silva Ferreira, que havia se ferido durante uma ação policial, ocorrida no domingo, na comunidade da Congonha, em Madureira.
Segundo a própria Polícia Militar, dois subtenentes e um soldado resgataram a vítima na rua e a colocaram no porta-malas do carro. No caminho para o Hospital Carlos Chagas, o porta-malas se abriu e Cláudia foi arrastada. A queda causou mais ferimentos a ela.
Os três policiais do Batalhão de Rocha Miranda (9o BPM) foram autuados pelo Artigo 324 do Código Penal Militar, que é deixar de observar a lei ou regulamento, dando prejuízo à administração militar. O inquérito policial militar (IPM) está a cargo da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária da PM.
Em nota, o comando da Polícia Militar diz que “este tipo de conduta não condiz com um dos principais valores da corporação, que é a preservação da vida e dignidade humana”. A morte de Cláudia provocou dois protestos na Avenida Edgar Romero, que passa próximo à comunidade. Moradores queimaram lixeiras e interditaram a rua. À noite de domingo, eles voltara a ocupar a avenida e queimaram ônibus.
Na ação policial na comunidade da Congonha, um homem também morreu. Segundo a polícia, ele foi baleado quando atirou contra policiais.
Mulher arrastada
A moradora da comunidade da Congonha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, Cláudia da Silva Ferreira, arrastada por um carro da Polícia Militar no domingo já chegou morta ao hospital. A informação foi divulgada pela Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelo Hospital Carlos Chagas, para onde a mulher foi encaminhada.
Cláudia foi baleada em uma operação policial em sua comunidade. Três policiais militares prestaram socorro e colocaram a mulher no porta-malas do carro. Segundo a assessoria de imprensa da PM, no caminho para o hospital, o porta-malas abriu e Cláudia se projetou para fora do carro. Presa no automóvel, ela acabou sendo arrastada.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.