O delegado responsável pela investigação de corrupção na prefeitura de Ribeirão Preto, a 314 km de São Paulo, concluiu na tarde desta terça-feira o inquérito que pede a prisão preventiva do ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci. O relatório final deve chegar à Justiça na quarta-feira. O delegado Benedito Valencise afirmou que Palocci coordenava o esquema de fraude em contratos de limpeza na cidade. Outras nove pessoas também têm as prisões preventivas pedidas no relatório, entre elas o sucessor de Palocci na prefeitura, Gilberto Maggioni.
Valencise, no entanto, admitiu que Palocci não será preso nos próximos dias porque está amparado pela lei eleitoral, que proíbe a prisão de candidatos a 15 dias das eleições.
O ex-ministro e as outras nove pessoas foram indiciados pelos crimes de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
-Esse grupo constituiu uma verdadeira organização criminosa que atuou durante quatro anos na cidade. A função do ex-prefeito [Palocci] era de coordenador do esquema-, afirmou. O delegado afirmou também que o total superfaturado em contratos com a empresa Leão Leão soma R$ 30 milhões.
De acordo com o delegado, as investigações mostraram que Palocci recebia R$ 50 mil reais de propina para favorecer a Leão Leão. As irregularidades são relativas ao período entre 2001 e 2004. Palocci governou a cidade por dois destes anos, 2001 e 2002.