Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Polícia nega falha em seqüestro na Praia Grande

Segunda, 19 de Novembro de 2007 às 19:14, por: CdB

A Polícia Militar (PM) afirma que as negociações com o seqüestrador que manteve por quase 12 horas a ex-namorada refém em uma farmácia na Praia Grande, no litoral paulista, foram todas feitas "dentro do padrão".

O comandante do 45º Batalhão de Polícia Militar do Interior, José Américo Franco Peixoto, afirmou que a área foi isolada e que não foi permitido o contato visual com o seqüestrador. Segundo o comandante, a PM avalia que não houve nenhuma falha na negociação. O seqüestro terminou com a morte da ex-namorada, Evelin Ferreira Amorim, e do seqüestrador.

— Foi tudo dentro do padrão conforme a doutrina manda — afirmou. —Infelizmente a gente não sabe o que passa na cabeça do ser humano naquele momento, uma vez que ele já era reincidente. Acho que quem poderia avaliar melhor seriam psicólogos, psiquiatras — justificou. — Não houve nenhuma forma de pressão contra ele, tentávamos acalmá-lo, tranqüilizá-lo — O soldado da PM, Severino Celestino de Lima Filho, é primo do motoboy e foi convocado para ajudar nas negociações.

O delegado titular do 1º DP de Praia Grande, Luiz Evandro de Souza Medeiros, afirma que a polícia trabalhou desde o princípio com a hipótese de que Silva mataria a jovem. — A diretriz número um que seguimos foi de que ele foi lá para matar e dificilmente faria a mesma palhaçada que da primeira vez (ele já havia feito a namorada refém). Ele é um psicopata daqueles que pensa 'se não é minha não é de ninguém' —.

Medeiros afirma que em nenhum momento seqüestrador exigiu algo em troca e dizia o tempo todo que iria se entregar.

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