Rio de Janeiro, 22 de Outubro de 2026

Polícia mexicana detém responsável por incêndio em creche em 2009

A ex-diretora do Departamento de Creches do Instituto Mexicano de Previdência Social (IMSS, na sigla em espanhol) foi detida ontem pela polícia acusada de ser responsável pelo incêndio em uma creche pública em 2009 que matou 49 crianças.

Quinta, 25 de Agosto de 2011 às 06:34, por: CdB

A ex-diretora do Departamento de Creches do Instituto Mexicano de Previdência Social (IMSS, na sigla em espanhol) foi detida ontem pela polícia acusada de ser responsável pelo incêndio em uma creche pública em 2009 que matou 49 crianças. Noemi López encontrava-se foragida e era a única pessoa procurada pela Justiça pelo incidente. Ela é a segunda pessoa a ser presa pelo caso. A primeira foi o delegado do IMSS no estado de Sonora, Arturo Levya Lizárraga. O caso ocorreu na creche ABC, na cidade de Hermosillo, no norte do México, em 5 de junho de 2009. Além das mortes, 104 pessoas ficaram feridas. O incêndio começou em um armazém anexo à creche, pertencente à Secretaria de Finanças do governo de Sonora. As chamas se espalharam e atingiram o prédio com as crianças. Segundo especialistas, o IMSS não deveria ter autorizado o funcionamento de uma creche ao lado de um galpão onde se arquivavam documentos e objetos que poderiam representar condições de insegurança para as crianças. Na época, a perícia detectou graves deficiências nas instalações da creche, como falta de saídas de emergência e um teto falso altamente inflamável. A escola, apesar de vinculada ao IMSS, tinha sua gestão delegada a particulares. De acordo com as conclusões oficiais, o incêndio foi causado por um defeito no equipamento de refrigeração. No entanto, um especialista norte-americano contratado pelos pais de uma das vítimas apontou um tempo depois que as chamas poderiam ter sido causadas propositalmente, com o objetivo de queima de arquivo. Dois anos após a tragédia, oito mil pessoas se reuniram para protestar nas ruas de Hermosillo para pedir justiça e exigiram que também sejam presos o diretor do IMSS, Daniel Karam, seu antecessor no cargo, Juan Molinar, e o então governador do estado, Eduardo Bours. Um tribunal popular composto por ativistas, intelectuais e acadêmicos, chegou a condenar o Estado mexicano por negar acesso à Justiça, pela falta de uma legislação de proteção às crianças e por negligência e desrespeito com as vítimas.

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