A polícia italiana deteve 46 supostos mafiosos na Sicília (sul) acusados de colaboração com o líder máximo da Cosa Nostra, o fugitivo Bernardo Provenzano, e de vários delitos que vão desde homicídio à extorsão.
A operação, ontem à noite em várias localidades sicilianas, foi lançada antes do previsto depois de interceptada uma conversa na qual dois dos detidos falavam sobre um possível atentado com explosivos contra o procurador-geral de Palermo, Pietro Grasso.
Segundo as investigações, que duraram três anos, os detidos formavam "a rede logística de respaldo" do chefe supremo da Cosa Nostra, fugitivo da Justiça há 41 anos, e teriam "assegurado suas comunicações com a organização mafiosa".
Entre as acusações apresentadas contra os detidos figuram as de associação mafiosa, homicídio, extorsão e posse de armas e entorpecentes.
Na operação participaram cerca de mil agentes da Polícia e os Carabinieri (polícia militarizada), que realizaram dezenas de revistas e foram em duas empresas em Bagheria, a poucos quilômetros de Palermo, por sua suposta vinculação às atividades mafiosas.
O septuagenário Bernardo Provenzano, um dos homens mais procurados da Itália, ocupou a cúpula da Cosa Nostra em 1993 para suceder Salvatore "Toto" Riina, detido depois da ofensiva antimáfia que seguiu aos assassinatos dos juízes Giovanni Falcone e Paolo Borsellino.
A polícia acha que o líder mafioso, condenado em rebeldia à prisão perpétua por vários homicídios, ainda reside em sua Sicília natal, de onde dirige a poderosa organização criminosa.
Polícia italiana prende 46 acusados de relação com líder da Cosa Nostra
Terça, 25 de Janeiro de 2005 às 05:32, por: CdB