Polícia investiga morte de historiador em hospital da Zona Sul
A polícia investiga a morte do historiador José Fróes de 86 anos num hospital da Zona Sul do Rio. Três médicos e um enfermeiro foram indiciados por homicídio culposo e negligência médica.
A polícia investiga a morte do historiador José Fróes de 86 anos num hospital da Zona Sul do Rio
A polícia investiga a morte do historiador José Fróes de 86 anos num hospital da Zona Sul do Rio. Três médicos e um enfermeiro foram indiciados por homicídio culposo e negligência médica. Ele foi internado com insuficiência respiratória na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em um hospital em Copacabana. Debilitado, o paciente apresentava dificuldades para respirar e recebeu oxigênio na UTI. No dia 1 de setembro, o idoso recebeu alta da UTI e foi transferido para o quarto.
De acordo com o filho do idoso, todos os boletins médicos indicavam a necessidade do oxigênio auxiliar durante a transferência, por causa dos problemas. Inclusive, o boletim do dia em que foi feita a transferência dele da UTI para o quarto.
- Ele não estava indo pro quarto porque ele estava bom pra ir pra casa. Ele ia ser tratado pra fazer um procedimento. Na verdade, o que aconteceu, ele foi sozinho pro quarto sem a máscara de oxigênio. Todo laudo, todo acompanhamento dele durante aquela semana, mostrava claramente, até na manhã do dia primeiro, o médico responsável dizendo que ele era dependente de oxigênio - afirmou Marcelo Fróes, filho do idoso.
Segundo a família, ele foi deixado sozinho no quarto por mais de uma hora. Logo após a chegada do filho, houve corre-corre e foram enviados equipamentos para tentar reanimar o idoso. A família acusa o hospital de negligência.
- Quando cheguei no quarto, minha mãe estava com ele deitado. Ela falou que quando chegaram, já encontrou ele desacordado, e informaram que ele estava sedado e que por isso que ele estava dormindo tão profundamente. Eu olhei para ele e vi que ele não estava dormindo coisa nenhuma, eu vi que ele não estava mais com vida - afirmou Marcelo.
O caso foi registrado na delegacia de Copacabana. Os nomes dos profissionais não foram divulgados pelos investigadores. O Ministério Público acompanha o caso. Segundo informações do portal G1. Os promotores têm feito visitas frequentes ao hospital para tentar entender o que aconteceu. A família está revoltada.
- Eu comuniquei a delegacia para que eles verificassem o que tinha acontecido, se tinha uma coisa errada. Eu estava com a sensação de que tinha uma coisa errada. Isso que aconteceu agora pra mim já é a confirmação de que é isso mesmo, aconteceu uma coisa muito errada nesse hospital - afirmou Marcelo.
Em nota, o hospital informou que nos autos do inquérito policial não há nenhuma prova desqualificando a conduta médica adotada para o tratamento do paciente, que recebeu todos os cuidados estabelecidos pelos órgãos de saúde. O Conselho Regional de Medicina abriu uma sindicância para apurar o caso.
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