Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Polícia investiga incêndio em redação de jornal e prédio do AfroReggae

O coordenador do Afroreggae, José Júnior, afirmou estar certo de que o incêndio que destruiu na madrugada desta terça-feira um prédio da ONG no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, foi criminoso. "A única certeza que eu tenho é de que foi criminoso", disse José Junior, que tem suas suspeitas reforçadas por relatos de moradores.

Terça, 16 de Julho de 2013 às 08:08, por: CdB
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Policiais da 22ª Delegacia de Polícia estão investigando o caso
O coordenador do Afroreggae, José Júnior, afirmou estar certo de que o incêndio que destruiu na madrugada desta terça-feira um prédio da ONG no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio, foi criminoso. "A única certeza que eu tenho é de que foi criminoso", disse José Junior, que tem suas suspeitas reforçadas por relatos de moradores. Segundo o coordenador, vizinhos contam ter visto um grupo de duas a quatro pessoas entrando no prédio na madrugada e saindo depois que ele estava em chamas. José Júnior acredita que o jovem de 20 anos que se feriu no incêndio e foi levado para o Hospital Getúlio Vargas pode ajudar a esclarecer o que aconteceu. - Ele contou aos policiais e bombeiros que estava tentando apagar o fogo, mas não era funcionário do AfroReggae, e os moradores vizinhos não o conhecem - disse José Júnior, que postou em seu perfil no Twitter: "Não iremos nos acovardar!!!" Policiais da 22ª Delegacia de Polícia estão investigando o caso. O trabalho de rescaldo já foi encerrado pelos bombeiros. O imóvel pertence à ONG há ao menos quatro anos e teria uma pousada destinada a estudantes intercambiários, que seria inaugurada no dia 5 de agosto. A ideia do projeto era trazer jovens para trabalhos sociais na comunidade. - Tudo de mobiliário que estava no prédio foi destruído. Já estava tudo pronto. Poderíamos inaugurar hoje ou amanhã, mas estávamos esperando o fim das férias - contou o coordenador, que afirmou que o projeto não será abandonado. No prédio, também funcionava a redação e o estúdio do jornal comunitário Voz das Comunidades, em duas salas cedidas pelo AfroReggae. O editor e blogueiro que iniciou o jornal, René Silva, conta que havia materiais de filmagem dentro do prédio e móveis que eram usados em entrevistas. O incêndio não destruiu computadores e câmeras, que não estavam no jornal. Internautas manifestaram solidariedade ao Voz das Comunidades nas redes sociais, e René conta que uma campanha para reformar e reequipar o jornal comunitário já começou no Twitter. Oito pessoas trabalham no Voz das Comunidades, que conta ainda com 30 voluntários.

Incêndio destrói redação de jornal e pousada do Afroreggae

Um incêndio destruiu na madrugada desta terça-ferira a sede do jornal Voz das Comunidades e uma pousada do grupo AfroReggae, que ficavam no mesmo prédio, no Complexo do Alemão, Zona Norte do Rio. Um rapaz de 20 anos ficou ferido e foi levado para o Hospital Getúlio Vargas. Os bombeiros chegaram ao local do incêndio às 4h40, após receberem chamados de moradores. No momento, o fogo já foi debelado e o trabalho de rescaldo já foi encerrado. Policiais civis da 22ª Delegacia de Polícia (Penha) vão investigar o caso. José Junior, coordenador do grupo AfroReggae, chamou o incêndio de criminoso em seu perfil na rede social Twitter e contou que foi acordado com a notícia. Já o estudante René Silva, dono do jornal, afirmou que todo o material da redação que estava no prédio foi destruído pelo fogo. O Voz das Comunidades funcionava em duas salas do prédio onde funcionaria a pousada do AfroReggae, que ainda não tinha sido inaugurada. O jornal ganhou notoriedade durante a ocupação policial no Complexo do Alemão, em novembro de 2010, quando René dava informações em tempo real por sua conta no Twitter.  
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