Nesta quarta-feira, a polícia recebeu as mais de 800 comandas da boate onde estavam os rapazes e as meninas que morreram em um acidente de carro na Lagoa Rodrigo de Freitas. As cartelas do motorista do carro, Ivan Rocha, de Ana Clara Padilla, e de Felipe Vilella, já foram identificadas, e mostram que os três não consumiram nenhum tipo de bebida alcoólica. Mas os cartões das outras duas meninas, menores de idade, ainda não foram encontrados.
O advogado Franklin Dore, que defende o dono da boate, voltou a afirmar que a casa exige a apresentação de documentos. Ele disse que as adolescentes podem ter entrado na boate usando carteiras de identidade de amigas maiores de 18 anos.
-Não existe um controle de nome. Existe um controle de número. Para nós, aquela pessoa que se apresentou como Joana, ou Manuela, ou Alexandra, ou qualquer outro nome, vai ser ela. Nós não temos como saber isso-, explicou Dore.
Nesta quarta-feira, a polícia esclareceu que uma conta em que aparece a despesa com uma garrafa de vodka era do rapaz que comemorava aniversário, e não dos jovens que morreram no acidente. A nota fiscal também registra doses de tequila e vodka, além de refrigerantes.
-Hoje, a polícia investiga a possibilidade de os jovens mortos no acidente terem ingerido bebida alcoólica na conta do aniversariante ou na conta de outros convidados-, afirmou o subchefe da Polícia Civil, José Renato Torres.
A polícia, agora, vai chamar para depor o aniversariante e outros convidados da festa. Os investigadores querem saber se quatro das cinco vítimas do acidente consumiram bebida alcoólica dentro da boate.
A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro quer formar uma comissão especial para discutir propostas que ajudem a evitar acidentes com jovens que saem à noite.
Na tarde desta quarta-feira, uma reunião entre donos de boate e a vereadora Andréia Gouvêa Vieira (PSDB) discutiu formas de evitar acidentes com jovens que freqüentam as casas noturnas.
Rio de Janeiro, 29 de Março de 2026
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