A polícia na Grã-Bretanha está interrogando 24 pessoas suspeitas de envolvimento num plano para explodir aviões, revelado durante uma grande operação policial nesta quinta-feira no sul do país.A trama foi desbaratada pela Scotland Yard, que nesta madrugada prendeu 25 suspeitos em Londres e região e também em Birmingham (centro da Inglaterra). O plano teria como alvo principalmente os vôos destinados aos Estados Unidos partindo dos aeroportos londrinos - os americanos também reforçaram a segurança de seus aeroportos.
Segundo a agência inglesa de notícias BBC apurou, os principais suspeitos de envolvimento no plano seriam nascidos na própria Grã-Bretanha. Acredita-se também que eles sejam de origem paquistanesa.
Ataques "iminentes"
As autoridades informaram que até dez vôos poderiam ser alvos dos ataques que, de acordo com fontes a que a BBC teve acesso, seriam iminentes - podendo ocorrer nos próximos dias. O repórter da BBC Ian MacWilliam disse que uma possibilidade cogitada por autoridades de segurança britânicas é que ocorressem três sucessivas ondas de explosões simultâneas em três aviões de cada vez.
O governo britânico elevou o alerta de ataques terroristas de "severo" para "crítico" - o mais alto possível.
- Elevamos o nível de alerta para o nível mais alto, e vamos mantê-lo assim como uma medida de precaução. Acreditamos que os principais envolvidos estão presos, mas sempre temos de apostar na cautela - declarou o ministro do Interior, John Reid.
A polícia continua realizando buscas em várias propriedades, principalmente na região de Londres, e está divulgando poucas informações sobre a operação.Rede global. Peter Clarke, o chefe da divisão antiterrorismo da Scotland Yard, disse que a rede envolvida nos planos de ataque é grande e atua em escala global. Ele explicou que a operação mobilizada para neutralizar os ataques foi "sem precedentes" e envolveu forças policiais não só britânicas, mas de outros países também. Por sua vez, o secretário de Segurança Interna dos Estados Unidos, Michael Chertoff, disse que, "em vários aspectos", os planos "apontam para a Al Qaeda". Chertoff disse que só ficou claro nas últimas duas semanas que o alvo dos ataques era, indiretamente, os Estados Unidos.
"Assassinatos em massa"
O objetivo do suposto plano para explodir aviões era "cometer assassinatos em massa", disse o vice-chefe da polícia londrina, comissário Paul Stephenson.A segurança foi reforçada nos aeroportos ingleses e a diversas companhias aéreas cancelarem seus vôos para a Grã-Bretanha nesta quinta-feira.Os poucos artigos de mão permitidos a bordo estão sendo colocados em bolsas plásticas transparentes, disse o diretor-gerente do aeroporto de Heathrow, Tony Douglas.Falando pela Autoridade Britânica de Aeroportos (BAA, na sigla em inglês), ele acrescentou que os passageiros podem levar apenas documentos, cartões de crédito e itens essenciais, como medicamentos que precisam ser tomados em vôo
Em Londres e nos Estados Unidos - onde não há proibição de bagagem de mão - também é proibido embarcar com líquidos de qualquer natureza, incluindo bebidas, loções e gel de cabelo. Mesmo passageiros embarcando com crianças pequenas em Londres chegaram a ser obrigados a provar o leite que levavam na frente de policiais.Sem precedentesJohn Reid disse que, embora inconvenientes, as medidas são "necessárias para garantir a segurança pública".
Ele disse que o plano frustrado causaria mortes em "escala sem precendentes".Reid informou que o primeiro-ministro Tony Blair, que está em férias, soube da operação com antecedência e conversou com o presidente americano, George W. Bush, sobre o assunto.O comissário Stephenson pediu à população que permaneça "calma, paciente e vigilante".
- Mas não somos capazes de expressar (o grau de) seriedade que este plano representa - afirmou.
Stephenson tentou d