Rio de Janeiro, 31 de Março de 2026

Polícia inicia busca por membro superior de mulher esquartejada

Agentes do Corpo de Bombeiros e policiais da 10ª DP (Botafogo) iniciaram, nesta quarta-feira, a busca pela parte superior do corpo da empresária Edna Tosta Gadelha de Souza, 52 anos -esquartejada na segunda-feira por um vigilante de uma clínica veterinária, que se ofendeu por ter sido chamado de "magrinho". (Leia Mais)

Quarta, 30 de Agosto de 2006 às 09:32, por: CdB

Agentes do Corpo de Bombeiros e policiais da 10ª DP (Botafogo) iniciaram, nesta quarta-feira, a busca pela parte superior do corpo da empresária Edna Tosta Gadelha de Souza, 52 anos -esquartejada na segunda-feira por um vigilante de uma clínica veterinária, que se ofendeu por ter sido chamado de "magrinho".

Segundo o delegado titular da 10ª DP, Rodrigo Santoro, a procura foi feita principalmente no Aterro Sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde o lixo recolhido no Rio é depositado.

Juarez José de Souza, 29 anos, fugitivo da polícia, se entregou na noite desta terça-feira e confessou o crime. Ele partiu a vítima ao meio com um serrote e depositou os membros inferiores em uma lata de lixo na rua Sorocaba, em Botafogo. O membros superiores foram jogados, segundo o assassino, em uma outra lata de lixo, perto do 2º BPM (Botafogo).

Nesta terça-feira, depois de ser preso pela polícia, ele confessou o crime. Em duas horas de depoimento na 10ª DP (Botafogo), Juarez contou cada detalhe do ritual macabro. Sem demonstrar arrependimento, disse que o assassinato foi vingança por Edna, há um mês, tê-lo chamado de "magrinho". Na ocasião, teriam discutido, pois Juarez pediu para que ela não estacionasse o carro em frente à casa da qual era vigia.

O crime foi praticado justamente dentro do imóvel, no qual funciona a Clínica Celvet Veterinária, na rua Bambina 165, a pouco mais de 30 metros da 10ª DP (Botafogo), que fica no número 140, do outro lado da via. Às 13h, pouco antes de morrer, a vítima saiu da casa de festas Sabor Latino, de sua propriedade, na Bambina 135, em frente à delegacia, e foi até a clínica. O local estava para alugar e Edna tinha interesse em montar consultório dentário para a filha.

Há um ano e dois meses como vigia na Celvet, Juarez atendeu Edna e lhe mostrou as dependências. Quando a mulher se distraiu, porém, ele deu dois golpes na nuca dela com pedra de mármore. A mulher desmaiou. Para impedir que o sangue escorresse, ele enrolou a cabeça de Edna em dois sacos plásticos. Em seguida, cortou a jugular dela com uma faca.

Para se livrar do corpo, decidiu esquartejá-lo. Para isso, pegou serrote enferrujado e cortou a mulher ao meio. Colocou as partes em sacos plásticos, mas, antes, lavou o local do crime. Quatro horas depois, por volta das 17h30, Juarez saiu pelas ruas de Botafogo, a pé, carregando os sacos com partes do corpo.

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