A segurança foi reforçada em Nairóbi, capital do Quênia, nesta sexta-feira, para impedir novos protestos contra a reeleição do presidente Mwai Kibaki. Os partidos da oposição afirmam que pretendem levar adiante a manifestação, depois que a polícia dispersou o comício convocado na quinta-feira.
Mas, segundo o correspondente da BBC Adam Mynott, que esteve em uma favela onde vivem, predominantemente, opositores do governo, o entusiasmo pelos protestos está diminuindo. A oposição acusa o governo de ter fraudado as eleições presidenciais do último dia 27. Mais de 300 pessoas foram mortas na onda de violência que se seguiu e 70 mil tiveram que deixar suas casas, desde domingo.
Na quinta-feira, o presidente Kibaki disse estar disposto a negociar com a oposição para tentar reverter a violência, mas apenas quando a calma voltar às ruas.
- Eu estou pronto para dialogar com as partes envolvidas assim que a nação esteja calma e a temperatura política tenha diminuído o suficiente para permitir um compromisso construtivo e produtivo - disse o presidente, em seus primeiros comentários públicos sobre os problemas no país.
Apesar do tom conciliatório, Kibaki disse que 'aqueles que continuarem a violar a lei vão encarar toda sua força' e deixou claro que acredita que a oposição é responsável pelo derramamento de sangue.