Desde novembro de 2008, quando aconteceu a ocupação militar na Cidade de Deus, Zona Oeste da cidade, a realidade da maior favela da região está mudando. À frente dos policiais que colocam ordem na região, o comandante Luigi Gato fala sobre as ações realizadas na área.
O comandante Gato afirma que as ações realizadas na comunidade trarão resultados permanentes, sobretudo se o trabalho no local não se restringir à ação policial, mas também receber agências de serviço público que participem do trabalho na comunidade. Uma forma das pessoas que vivem na favela serem inseridas em um contexto de cidadania. Intenção que corrobora com a do secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, que visitou a Cidade de Deus no final do mês passado.
– Minha obrigação é criar uma ambiência de segurança. Feito isto, eu espero que as outras ações do estado, do município, da União e da iniciativa privada cheguem também. Nós precisamos é incluir na comunidade de Jacarepaguá a Cidade de Deus como parte desse bairro, e não excluí-la – afirmou Beltrame na ocasião.
As quase 38 mil pessoas que moram na comunidade acreditavam, segundo Gato, que a intervenção seria provisória.
– Os moradores pensavam que a intervenção seria passageira. Quando viram que era permanente e que havia respeito, começou a haver um entrosamento. Até hoje não há um único registro de desrespeito à população por parte dos policiais – enfatizou Gato.
A ocupação, que começou com 51 policiais, deve receber reforço no próximo dia 15 de fevereiro, quando será implantado o policiamento comunitário. O comandante admite que a realidade da favela é bastante diferente.
– Os índices de criminalidade tiveram uma redução, porque ali era um foco contaminado pelo tráfico e por outras modalidades de crime. A ocupação teve um efeito no bairro como um todo. Esse impacto também foi constatado na Barra da Tijuca e no Recreio – declarou Gato.
A prioridade na segurança do local, de acordo com Gato, é a Cidade de Deus. Com a chegada de do policiamento comunitário, alguns homens serão reaproveitados em outras áreas próximas à comunidade.
A premiação, que pode variar de R$ 500 a R$ 1.500, aos policiais que conseguirem reduzir os índices de criminalidade foi bem recebida pelo comandante Gato.
– Esse é um fator motivacional e faz com que os policiais se empenhem cada vez mais para que os resultados sejam cada vez melhores – ressaltou ele que sobre o trabalho realizado por sua equipe afirma os resultados são positivos.
Polícia garante tranquilidade à Cidade de Deus
Quarta, 11 de Fevereiro de 2009 às 11:38, por: CdB