A polícia das Filipinas matou a tiros 22 prisioneiros quando invadiu uma prisão de Manila nesta terça-feira, colocando fim a um impasse de 24 horas com supostos militantes islâmicos.
Um policial foi morto e outros seis ficaram feridos na ação ocorrida de manhã, depois de as forças de segurança terem disparado bombas de gás lacrimogêneo dentro do complexo e terem escalado os muros do prédio de quatro andares para controlarem o local.
O governo, desconfortável com a mais recente de uma série de falhas na segurança das prisões, elogiou a atuação de suas forças de segurança, que mataram três líderes militantes suspeitos de terem sequestrado turistas estrangeiros em 2000 e 2001.
Mas a ação foi acompanhada pela ameaça de retaliação do grupo Abu Sayyaf, que realizou vários ataques com bombas nas Filipinas recentemente.
- Essa operação, banhada com o sangue de nossos irmãos, será como uma vitamina para nós - afirmou em um comunicado Abu Solaiman, porta-voz dos rebeldes.
-Levaremos a guerra para Manila. Prometemos isso - disse ainda.
O grupo assumiu a responsabilidade por três atentados no mês passado em Manila e na ilha de Mindanao (sul). Os ataques mataram 13 pessoas e foram considerados uma tentativa de desviar o foco das operações militares realizadas contra os militantes na ilha de Jolo (sul).
Na prisão em que ocorreram as mortes nesta terça-feira, mais de 400 prisioneiros, entre os quais 129 supostos militantes islâmicos, eram mantidos. Segundo a polícia, um grupo de cerca de dez membros do Abu Sayyaf comandou o levante, durante o qual os prisioneiros conseguiram uma arma e mataram três guardas.
-O terrorismo nunca vencerá nas Filipinas", afirmou a presidente Gloria Macapagal Arroyo em um comunicado.
- Vamos garantir que esse tipo de incidente não aconteça nunca mais - ressaltou.
Durante a rebelião, o governo disse inicialmente ter concordado com as exigências dos rebeldes, entre as quais acelerar julgamentos atrasados. Mas as negociações foram interrompidas na noite de segunda-feira, quando os militantes exigiram comida e recusaram-se a entregar suas armas.
Depois da ação, a polícia disse ter encontrado oito armas dentro da prisão.