Rio de Janeiro, 11 de Agosto de 2026

Polícia Federal usa gás lacrimogêneo contra servidores

Forças especiais da Polícia Federal retiraram, à força, com o uso de bombas de gás lacrimogêneo os servidores que invadiram, nesta sexta-feira, o prédio do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) em Brasília. A senadora Heloísa Helena, que estava entre os servidores, foi empurrada, caiu e se feriu levemente. Após o incidente, ela foi levada até o Hospital de Base, com dois outros manifestantes para receber os primeiros socorros. (Leia Mais)

Sexta, 01 de Agosto de 2003 às 19:14, por: CdB

Forças especiais da Polícia Federal retiraram, à força, com o uso de bombas de gás lacrimogêneo os servidores que invadiram, nesta sexta-feira, o prédio do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social) em Brasília. A senadora Heloísa Helena, que estava entre os servidores, foi empurrada, caiu e se feriu levemente. Após o incidente, ela foi levada até o Hospital de Base, com dois outros manifestantes para receber os primeiros socorros.
 
Dois delegados e uma dúzia de agentes do Comando de Operações Táticas (COT) da Polícia Federal - grupo especializado da PF - foram chamados por volta de 18h30 para retirar os 18 grevistas que invadiram o prédio. Segundo manifestantes, três bombas de gás foram jogadas na garagem onde um grupo esperava para conversar com o presidente do INSS, Taiti Inenami, que retornava de uma conversa no Palácio do Planalto com o ministro, Casa Civil, José Dirceu .

A senadora Heloísa Helena estava junto ao grupo que ia conversar com Inenami. Eles aguardavam o presidente na entrada do gabinete de Inenami, mas desceram até a garagem onde o presidente estava para chegar. Foi nesse momento que ocorreu o confronto. Heloísa Helena e dois servidores foram para o Hospital de Base e  registraram boletim de ocorrência em uma delegacia próxima. Outros dois fotógrafos também foram sido atingidos.

Os tumultos começaram quando um grupo de servidores públicos em greve impediu pela  manhã  a saída do presidente do INSS da sede do órgão e a entrada de funcionários. A Polícia Militar de Brasília respondeu ao ato com empurrões e agressões. Uma divisória de vidro foi quebrada na confusão. Ninguém foi preso.

Os servidores protestavam contra o desconto nos salários e contra a reforma da Previdência elaborada pelo governo.

- O debate aqui é esse: se vamos dar comida esse mês para nossos filhos ou não", afirmou Janira Rocha, presidente do sindicato de servidores do Rio, em greve desde o início de junho.
Ao ser impedido de sair, Inenami elevou o tom contra os grevistas. ´Agora vamos jogar duro. A ordem da Casa Civil [da Presidência] é não negociar", disse.

Uma comissão de 18 grevistas passou cerca de seis horas no interior do prédio. A atitude foi classificada como ´ocupação" pelo Ministério da Previdência Social em nota divulgada no fim da tarde. Segundo os grevistas, a comissão foi convidada a entrar por Inenami para negociar. 

"Vários funcionários foram constrangidos e obrigados a sair do edifício pela janela do primeiro andar, na hora do almoço, para cumprir compromissos profissionais e familiares", diz um trecho da nota da Previdência.

Os servidores chegaram à sede do INSS por volta das 7h30. O grupo era formado por 300 pessoas, segundo os organizadores, e 60, segundo a Polícia Militar de Brasília. Eles pediam uma audiência com Inenami para negociar, mas não foram recebidos.

Por volta das 12h, quando Inenami tentou sair para almoçar foi barrado pelo grupo de servidores. Quando Inenami subiu para o gabinete, a PM retirou os demais manifestantes da garagem usando a força.

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