Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Polícia Federal prende suspeitos de tráfico internacional

Após um ano e seis meses de investigação, a Polícia Federal prendeu dez pessoas por tráfico internacional de drogas na Operação Nação Unidas, que contou com o apoio da Drug Enforcement Administration dos Estados Unidos (DEA), conforme informou o delegado responsável pela operação, Paulo Teles, nesta terça-feira.

Terça, 04 de Junho de 2013 às 09:18, por: CdB
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Após um ano e seis meses de investigação, a Polícia Federal prendeu dez pessoas por tráfico internacional de drogas na Operação Nação Unidas
Após um ano e seis meses de investigação, a Polícia Federal prendeu dez pessoas por tráfico internacional de drogas na Operação Nação Unidas, que contou com o apoio da Drug Enforcement Administration dos Estados Unidos (DEA), conforme informou o delegado responsável pela operação, Paulo Teles, nesta terça-feira. Dos 11 procurados, um deles, o colombiano Henry Alejandro Rodriguez Gallego, cunhado do traficante Alejandro Pareja, foi morto há cerca de duas semanas no Panamá. De acordo com a PF, a investigação começou a partir de uma informação vinda da Espanha, de que o traficante colombiano lavava dinheiro no Rio de Janeiro. De acordo com informações do portal G1, as prisões foram realizadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Pará, Rondônia, além de Portugal e Suíça, entre os dias 31 de maio e 03 de junho. Segundo a polícia, os criminosos transportavam cocaína do Brasil para a Europa em peixes congelados. - Eles criaram uma empresa de fachada e na verdade o peixe chegaria em Lisboa pela via aéra, utilizando aviões comerciais. Pra gente chegar nesse primeiro carregamento, a gente acompanhou esse grupo por oito meses - explicou Teles. Pareja morava no Brasil havia cerca de 11 anos e já tinha sido preso em 2007 pela PF durante a Operação Platina, por lavagem de dinheiro e tráfico internacional de drogas, mas foi solto pela justiça brasileira. Desde então, Pareja vivia na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. - A operação começou com uma investigação no Rio de Janeiro, de que haveria um traficante colombiano no Rio de Janeiro lavando dinheiro e nós contamos com o apoio da polícia do Uruguai, Espanha, DEA, para a deflagração dessa operação - continuou Teles. Ainda de acordo com a polícia, foram sequestrados bens avaliados em R$ 10 milhões. Conforme informou o delegado, dentre os bens de Pareja estão dois postos de gasolina, uma construtora, um areal, uma casa na Barra da Tijuca e outra em Angra dos Reis, no Sul Fluminense. "A gente identificou alguns bens do Alejandro, que tentava ocultar o nome de outras pessoas e que são bens sediados no Rio de Janeiro. Postos de gasolina, areal, e esses bens agora estão sequestrados", afirmou. Segundo a PF, ele utilizava os imóveis para a lavagem de dinheiro da quadrilha. Pareja está incluído no alerta vermelho da Interpol, que lista os criminosos internacionais mais procurados,  mas continuava livre no Brasil. O delegado explicou ainda que Alejandro Pareja foi preso na sexta-feira. "Nosso objetivo era deflagrar a operação na última quarta-feira, mas como o alvo principal saiu do Rio de Janeiro, nós tivemos que prendê-lo na sexta-feira e utlizar o resto do final de semana para prender a quadrilha de tráfico internacional", concluiu. Todos os presos vão responder a processo na 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro.  Eles vão responder por tráfico internacional de drogas, formação de quadrilha, financiamento para o tráfico, associação para o tráfico. Pareja vai responder apenas por lavagem de dinheiro da quadrilha. Há um ano e meio, a Guarda Civil Espanhola entrou em contato com a PF pedindo que do colombiano  Henry Gallego, suspeito de traficar drogas para Madri e que tinha vindo para o Brasil.  A PF passou a investigá-lo quando ele chegou à cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul.  Três dias depois foi ao Uruguai, Colômbia e Bolívia, retornando depois, por terra para Rio Grande. Com este primeiro grupo, Henry mandava a droga para a Espanha. Mas logo depois, em Rio Grande, Henry, segundo o delegado Telles, teria se articulado com um grupo de traficantes que passou a exportar a droga para Portugal.  Esse grupo criou uma empresa de fachada de exportação de pescado congelado e fazia traficava a droga em embalagens de gelo em gel para conservação do peixe. A droga vinha da Bolívia ou da Colômbia, chegava a Rondônia e depois no Rio Grande do Sul e seguia depois para Lisboa, em Portugal. O delegado contou que em novembro passado,  a PF apreendeu no Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre, um carregamento de 70 quilos de cocaína, que embarcariam em contêineres de pescado para Portugal. Parte da quadrilha foi presa e parte continuou sendo investigada. Na busca por provas, a PF descobriu a ligação de Henry com o cunhado Pareja, no Rio. Pareja, segundo o delegado, era o responsável pela lavagem de dinheiro da quadrilha. Outros pequenos carregamentos de droga foram enviados a Portugal e parte da quadrilha foi presa na Europa. Telles contou que na semana passada,  ao obter provas de que haveria um novo envio de drogas para Lisboa e constatar que a compra de bens de Pareja era incompatível com seu rendimento, foram iniciadas as prisões no Brasil. - Pareja tem o equivalente a R$ 4 milhões em bens, o que não é compatível com o rendimento de suas fontes de renda, que não dão lucro. Prendemos uma quadrilha de distribuição de drogas, que tinha o Brasil apenas como rota do tráfico. A droga não era distribuída aqui. Ela ia direto para a Europa. No Rio acontecia somente a lavagem de dinheiro da quadrilha - disse o delegado.  
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