Rio de Janeiro, 09 de Setembro de 2026

Polícia Federal prende suspeitos de traficar tartarugas-da-amazônia

A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira duas pessoas suspeitas de fazer parte de um esquema de caça, transporte e comercialização ilícita de tartarugas-da-amazônia e tracajás nos estados de Roraima e Amazona em meio à Operação Podocnemis. Ainda estão sendo cumpridos 44 mandados de busca e apreensão, nove de prisão e 22 de condução coercitiva.

Sexta, 08 de Agosto de 2014 às 10:51, por: CdB
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As investigações, iniciadas há dois anos, identificou indícios de participação de pescadores, transportadores, comerciantes e empresários nas práticas criminosas
A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira duas pessoas suspeitas de fazer parte de um esquema de caça, transporte e comercialização ilícita de tartarugas-da-amazônia e tracajás nos estados de Roraima e Amazona em meio à Operação Podocnemis. Ainda estão sendo cumpridos 44 mandados de busca e apreensão, nove de prisão e 22 de condução coercitiva. Os envolvidos também são suspeitos de prática de associação criminosa, lavagem de dinheiro e receptação de animais da fauna silvestre. Os espécimes, de acordo com a Polícia Federal, eram capturados no Rio Branco, em Caracaraí, região central de Roraima, e vendidos nas referidas capitais. O nome da operação é uma referência a um dos gêneros da ordem dos quelônios, à qual pertencem as tartarugas e os cágados. A Polícia Federal estima que o comércio ilegal movimente, em uma semana, aproximadamente, R$ 1 milhão, com destaque para os lucros dos restaurantes e dos comerciantes que fazem entrega dos animais em domicílio, preparados para consumo, abatidos para preparação ou mesmo vivos. Segundo a PF, as espécies podocnemis expansa (tartaruga-da-amazônia) e a podocnemis unifilis(tracajá), que estão ameaçadas de extinção, têm maior valor e retorno financeiro aos criminosos. Elas têm grande procura nos mercados das capitais e expressivo valor comercial. As investigações, iniciadas há dois anos, identificou indícios de participação de pescadores, transportadores, comerciantes e empresários nas práticas criminosas. Também há indícios, de acordo com a PF, do envolvimento de servidores públicos. De acordo com a Polícia Federal, restaurantes emitiam notas fiscais “frias” para encobrir a ilicitude. Segundo a PF, os investigados estão sendo conduzidos para a delegacia e interrogados. Os presos preventivamente serão encaminhados para presídios em Boa Vista e Manaus, onde ficarão à disposição da Justiça da comarca de Caracaraí.
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