Polícia Federal prende até delegado na 'Operação Guilhotina'
Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame convocou uma coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira, para avaliar a Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que realizou a prisão de 28 pessoas, no início do dia, entre eles policiais civis e militares. Beltrame afirmou que o chefe de Polícia Civil do Rio, delegado Alan Turnowski, goza da sua total confiança e que ele é apenas testemunha nas ações que desencadearam a ação federal.
Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame convocou uma coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira, para avaliar a Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que realizou a prisão de 28 pessoas, no início do dia, entre eles policiais civis e militares. Beltrame afirmou que o chefe de Polícia Civil do Rio, delegado Alan Turnowski, goza da sua total confiança e que ele é apenas testemunha nas ações que desencadearam a ação federal.
– Se eu tivesse conhecimento de algo ilegal, providências já teriam sido tomadas. Ele é apenas testemunha no processo por ser o chefe de uma instituição que está sendo investigada. Não vou fazer juizo de valor precipitado sobre nada. Contra quem encontramos provas foi expedido o mandado de prisão – afirmou Beltrame aos jornalistas.
Turnowski prestou esclarecimentos na Superintendência da Polícia Federal na condição de testemunha do inquérito que investiga policiais civis e militares que estariam envolvidos com o tráfico de drogas, milícias e contravenção, entre outros crimes. Dos 28 presos até agora, além dos 16 policiais militares e seis são civis. A operação continua até o cumprimento dos outros 17 mandados de prisão.
– Vou falar o que tenho que falar. Vou falar tudo – diz ele.
Ainda segundo Beltrame, a situação do delegado Carlos Antônio Luiz Oliveira é "muito ruim e já está consubstanciada". O superintendente da PF, delegado Ângelo Fernando Gióia, acrescentou que existem provas materias para o pedido de sua prisão, uma vez que ele estaria relacionado com os policiais envolvidos no espólio de guerra (subtração de produtos de crime), desvio de armas e repasse de informações a traficantes.
Carlos Oliveira, ex-subchefe da Polícia Civil, é considerado foragido da Justiça depois que a PFs chegou com um mandado de prisão à casa dele, em Campo Grande, Zona Oeste da cidade, e não o encontraram.
– Estamos realizando um trabalho belíssimo e histórico. O problema do Rio é antigo e sério e felizmente estamos encontrando parceiros que nos ajudam. Não vou abrir mão de qualquer parceria e acredito que estamos dando respostas concretas à sociedade no combate ao crime – acrescentou.
As delegacias de São Cristóvão (17ª) e da Penha (22ª) permaneceram fechadas por algumas horas durante a manhã para que os policiais pudessem cumprir os mandados de busca e apreensão de documentos, computadores, veículos e outros materiais nos distritos. Depois dos trabalhos dos agentes, foram abertas ao público. A delegada Márcia Beck - titular da delegacia da Penha e que já havia trabalhado na DP de São Cristóvão - foi detida e encaminhada à sede da PF.
A Operação Guilhotina mobiliza 380 policiais federais e 200 agentes de forças estaduais, além de dois helicópteros e quatro lanchas. Segundo investigadores que participam da ação policial, uma parte do grupo recebia, cada um, até R$ 100 mil de propina por mês para proteger traficantes como Antonio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico nas favelas da Rocinha e do Vidigal, em São Conrado. Os policiais envolvidos com o crime foram flagrados em escutas e e-mails informando aos criminosos ligados ao traficante Nem onde e quando a polícia iria realizar operações nas favelas dominadas pela quadrilha.
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