Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 2026

Polícia Federal prende até delegado na 'Operação Guilhotina'

Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame convocou uma coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira, para avaliar a Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que realizou a prisão de 28 pessoas, no início do dia, entre eles policiais civis e militares. Beltrame afirmou que o chefe de Polícia Civil do Rio, delegado Alan Turnowski, goza da sua total confiança e que ele é apenas testemunha nas ações que desencadearam a ação federal.

Sexta, 11 de Fevereiro de 2011 às 11:29, por: CdB
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Secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame convocou uma coletiva de imprensa, na manhã desta sexta-feira, para avaliar a Operação Guilhotina, da Polícia Federal, que realizou a prisão de 28 pessoas, no início do dia, entre eles policiais civis e militares. Beltrame afirmou que o chefe de Polícia Civil do Rio, delegado Alan Turnowski, goza da sua total confiança e que ele é apenas testemunha nas ações que desencadearam a ação federal. – Se eu tivesse conhecimento de algo ilegal, providências já teriam sido tomadas. Ele é apenas testemunha no processo por ser o chefe de uma instituição que está sendo investigada. Não vou fazer juizo de valor precipitado sobre nada. Contra quem encontramos provas foi expedido o mandado de prisão – afirmou Beltrame aos jornalistas. Turnowski prestou esclarecimentos na Superintendência da Polícia Federal na condição de testemunha do inquérito que investiga policiais civis e militares que estariam envolvidos com o tráfico de drogas, milícias e contravenção, entre outros crimes. Dos 28 presos até agora, além dos 16 policiais militares e seis são civis. A operação continua até o cumprimento dos outros 17 mandados de prisão. – Vou falar o que tenho que falar. Vou falar tudo – diz ele. Ainda segundo Beltrame, a situação do delegado Carlos Antônio Luiz Oliveira é "muito ruim e já está consubstanciada". O superintendente da PF, delegado Ângelo Fernando Gióia, acrescentou que existem provas materias para o pedido de sua prisão, uma vez que ele estaria relacionado com os policiais envolvidos no espólio de guerra (subtração de produtos de crime), desvio de armas e repasse de informações a traficantes. Carlos Oliveira, ex-subchefe da Polícia Civil, é considerado foragido da Justiça depois que a PFs chegou com um mandado de prisão à casa dele, em Campo Grande, Zona Oeste da cidade, e não o encontraram. – Estamos realizando um trabalho belíssimo e histórico. O problema do Rio é antigo e sério e felizmente estamos encontrando parceiros que nos ajudam. Não vou abrir mão de qualquer parceria e acredito que estamos dando respostas concretas à sociedade no combate ao crime – acrescentou. As delegacias de São Cristóvão (17ª) e da Penha (22ª) permaneceram fechadas por algumas horas durante a manhã para que os policiais pudessem cumprir os mandados de busca e apreensão de documentos, computadores, veículos e outros materiais nos distritos. Depois dos trabalhos dos agentes, foram abertas ao público. A delegada Márcia Beck - titular da delegacia da Penha e que já havia trabalhado na DP de São Cristóvão - foi detida e encaminhada à sede da PF. A Operação Guilhotina mobiliza 380 policiais federais e 200 agentes de forças estaduais, além de dois helicópteros e quatro lanchas. Segundo investigadores que participam da ação policial, uma parte do grupo recebia, cada um, até R$ 100 mil de propina por mês para proteger traficantes como Antonio Bonfim Lopes, o Nem, chefe do tráfico nas favelas da Rocinha e do Vidigal, em São Conrado. Os policiais envolvidos com o crime foram flagrados em escutas e e-mails informando aos criminosos ligados ao traficante Nem onde e quando a polícia iria realizar operações nas favelas dominadas pela quadrilha.
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