Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

Polícia Federal indicia 30 pessoas por fraude

Sexta, 08 de Dezembro de 2006 às 15:44, por: CdB

O delegado da Divisão de Combate a Crimes Financeiros da Polícia Federal (PF), Bruno Ribeiro Castro, entregou na quinta-feira à Justiça Federal, em Belo Horizonte, relatório final do inquérito que investigou um esquema de blindagem patrimonial de empresas devedoras de tributos e sonegação fiscal, supostamente comandado pelo advogado tributarista Juvenil Alves, deputado federal eleito pelo PT de Minas Gerais. O inquérito policial foi concluído com o indiciamento de 30 pessoas. Alves deixou a Superintendência da PF na quinta-feira, em cumprimento a uma liminar concedida pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região no pedido de habeas-corpus impetrado por sua defesa.

Os suspeitos foram divididos em cinco grupos distintos: advogados, empresários, contadores, "laranjas" e representantes no Uruguai. Conforme Castro, as investigações comprovaram a existência de um esquema criminoso que teria provocado um prejuízo de ao menos R$ 1 bilhão aos cofres públicos. Lavagem de dinheiro, formação de quadrilha, falsidade ideológica e estelionato estão entre os crimes previstos.

No relatório entregue na 4ª Vara Federal em Belo Horizonte, o delegado solicitou o seqüestro de um imóvel de luxo na capital mineira, avaliado em R$ 4 milhões. Segundo Castro, o apartamento, em nome de uma empresa brasileira, pertenceria de fato ao deputado federal eleito por meio de uma empresa uruguaia. Solicitou também o bloqueio de 2,5 milhões de euros depositados em quatro contas bancárias em Portugal.

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