PF prende 11 acusados de fraudar Previdência Social no Rio
A Polícia Federal realizou uma operação para prender 11 acusados de fraudes previdenciárias. Entre os suspeitos estão seis servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A quadrilha fraudava a concessão de benefícios previdenciários.
A Polícia Federal realizou na manhã desta quinta-feira uma operação para prender 11 acusados de fraudes previdenciárias no Rio de Janeiro. Entre os suspeitos estão seis servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Dezoito mandados de busca e apreensão de documentos também foram cumpridos nesta manhã. A quadrilha fraudava a concessão de benefícios previdenciários.
Segundo a Polícia Federal, o grupo atuava há cerca de um ano e pode ter causado um prejuízo de mais de R$ 200 mil aos cofres públicos. A Operação Lyria foi realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e o Ministério da Previdência Social.
Segundo o delegado federal Luciano Moreira, despachantes aliciavam trabalhadores e falsificavam documentos como a carteira de trabalho desses beneficiários, para que eles pudessem se aposentar mais cedo e com benefícios mais altos do que o devido.
Em seguida, os documentos falsificados eram entregues aos servidores do INSS, que agilizavam o processo e concediam os benefícios previdenciários fraudulentos. Acredita-se que o esquema, que ocorria há pelo menos um ano, tenha desviado R$ 200 mil dos cofres públicos.
Uma das fraudes era “transformar”, por meio da falsificação da carteira de trabalho, auxiliares de escritório em motoristas para que eles tivessem direito ao aumento do benefício. Moreira citou o caso de um beneficiário que, para ter direito àquela aposentadoria, precisaria ter começado a trabalhar como motorista aos 13 anos de idade.
– Nós comprovamos 16 benefícios fraudados que já foram suspensos, mas nós vamos auditar outros benefícios. A tendência, pelo que notamos nas investigações, é que a gente identifique muitos outros benefícios fraudados –, disse o delegado.
O superintendente da Previdência Social no Rio de Janeiro, Manuel Lessa, disse que o INSS contribuiu para as investigações. Segundo ele, será aberto um processo administrativo contra os seis servidores.
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