A Polícia Federal descobriu um novo roubo dentro da sede da sua superintendência no Rio de Janeiro nesta sexta-feira. Uma quantidade ainda não revelada de cocaína teria sumido do mesmo cofre em que foram roubados vinte quilos da droga e mais R$ 2 milhões apreendidos na Operação Caravelas.
A droga roubada havia sido apreendida em 2004 e aguardava autorização judicial para ser incinerada. No início desta semana, a PF havia identificado o roubo de 20 quilos da droga e no dia 19 de setembro foi divulgado o furto de cerca de R$2 milhões que estavam no cofre.
O dinheiro, em cédulas de euro, dólar e real, haviam sido apreendidos na última semana, durante a Operação Caravelas, que desarticulou uma quadrilha de tráfico internacional de drogas. Dez pessoas foram presas acusadas de tentarem enviar um carregamento de 1,6 tonelada de cocaína, embaladas em carne bovina, para Portugal.
Prisões
Na última quarta-feira, a Polícia Federal três agentes e um escrivão acusados de furtar 23 cheques apreendidos durante a operação numa rinha de galos, na Barra, na qual foi detido o publicitário Duda Mendonça.
Os quatro integram o grupo de 59 policiais afastados após o sumiço de R$ 2 milhões do cofre da Delegacia de repressão a Entorpecentes. Um dos presos é o escrivão Fábio Marot Kair, o responsável pela guarda do cofre de onde também foram roubados os 20 quilos de cocaína.
Este foi o terceiro roubo descoberto pela polícia em menos de um mês. A PF está realizando uma auditoria no cofre e novos furtos podem ser detectados nos próximos dias.