O superintendente da Polícia Federal do Rio, Valdinho Jacinto Caetano, confirmou em entrevista coletiva na terça-feira sobre o furto de informações da Petrobras que não acredita em roubo comum, mas que se trata de espionagem. De acordo com Valdinho, nove pessoas já foram ouvidas e outras 15 intimadas.
Entre os indícios de espionagem está o fato de terem sido levados quatro laptops e dois HDs, enquanto outros equipamentos terem ficado para trás.
– Num roubo comum se leva o computador inteiro e não só o HD. O que nos leva a descartar a hipótese de crime comum, disse ele.
Valdinho confirmou ainda que o sistema de segurança da empresa era falho para esse tipo de material e que muita gente tinha acesso aos equipamentos.
O delegado afirmou que os equipamentos roubados eram da empresa americana Halliburton, que presta serviços à estatal, mas que as informações arquivadas eram da Petrobras.
De acordo com a Polícia Federal, o inquérito diz que o equipamento saiu de Santos, em São Paulo, no dia 18 de janeiro e chegou ao Rio o dia 25. O contêiner só teria chegado a Macaé no dia 30 e, no dia 31, foi verificado o furto.
No dia 1º de fevereiro, Luiz Lima Bianchi, funcionário da Petrobras, foi à PF prestar depoimento e notificar o roubo. Segundo Valdinho, no dia 2, sábado de carnaval, um perito esteve no local e fez um laudo parcial, já que o local havia sido mexido por funcionários que tentaram levantar o prejuízo.
A instauração do inquérito policial foi pedida no dia 6, primeiro dia útil após o carnaval, salientando que o objeto de furto eram informações “sensíveis e estratégicas” da empresa, sobre uma sonda da bacia de Santos.
No depoimento de funcionários, segundo Valdinho, a Petrobras confirma que já houve casos similares de roubo, mas que foram registrados na delegacia de polícia local e que a empresa disse não ter dado importância, na época, pelo fato de os dados levados não terem relevância.
Um delegado da Diretoria de Inteligência da PF de Brasília chegou a Macaé para auxiliar a delegada Carla Dolinski, da regional da cidade, na apuração dos fatos.
Polícia Federal confirma espionagem na Petrobras
O superintendente da Polícia Federal do Rio, Valdinho Jacinto Caetano, confirmou em entrevista coletiva na terça-feira sobre o furto de informações da Petrobras que não acredita em roubo comum, mas que se trata de espionagem. De acordo com Valdinho, nove pessoas já foram ouvidas e outras 15 intimadas. (Leia Mais)
Terça, 19 de Fevereiro de 2008 às 08:47, por: CdB