A polícia fechou uma fábrica clandestina de linha com cerol em Curicica, na Zona Oeste do Rio. A produção da chamada linha chilena era feita com alumínio em pó. O material é usado em pipas e corta com extrema facilidade. Os agentes se surpreenderam com o processo de fabricação do produto.
Quinta, 20 de Fevereiro de 2014 às 09:40, por: CdB
A polícia fechou uma fábrica clandestina de linha com cerol em Curicica, na Zona Oeste do Rio
A polícia fechou uma fábrica clandestina de linha com cerol em Curicica, na Zona Oeste do Rio. A produção da chamada linha chilena era feita com alumínio em pó. O material é usado em pipas e corta com extrema facilidade. Os agentes se surpreenderam com o processo de fabricação do produto. Ao invés de vidro moído, a fábrica usava alumínio em pó, o que fazia a linha muito mais cortante.
Três máquinas de produção, foram encontradas substâncias químicas perigosas e um depósito repleto de carretéis. Cada um custava entre R$ 18 e R$ 25. Os policiais acreditam que a fábrica movimentava quase R$ 200 mil por mês.
Duas pessoas trabalhavam na fábrica. Uma delas, um jovem de 15 anos. Apesar de manipular substâncias extremamente tóxicas, o único equipamento de proteção que os dois usavam era uma máscara. Eles disseram aos policiais que tinham que produzir 350 carretéis de linha todos os dias.
O proprietário da fábrica, identificado como Carlos Alberto de Moraes Teixeira vai responder também pelos delitos de corrupção de menores e maus tratos.
Uma menina de seis anos morreu no início de fevereiro, depois de ser atingida por uma linha com cerol. Maria Clara Oliveira andava de bicicleta no Engenho de Dentro, quando teve o pescoço ferido. Ela chegou a ser levada para a UPA do Engenho de Dentro e transferida para o Hospital Salgado Filho, mas não resistiu.
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