Policiais da Divisão de Polícia de Atendimento à Mulher (Deam) do Rio fecharam, nesta quinta-feira, uma clínica de aborto na Rua Cardoso de Morais, em Bonsucesso, na Zona Norte do Rio. Segundo a delegada Adriana Pereira Mendes, quatro pessoas foram presas.
— Prendemos um médico, uma enfermeira, um auxiliar e um atendente —, disse a delegada que também explicou que o dono da clínica é um médico.
Adriana disse que a polícia chegou à clínica por meio de denúncia de uma jovem, menor de idade. Ela procurou a delegacia e contou que foi obrigada pelo namorado a fazer um aborto no local. Após dois meses de investigação, a polícia chegou à clínica clandestina.
— Quando você chega, pensa que é uma clínica ginecológica normal, limpa, mas lá dentro encontramos aparelhos para a prática de aborto —, informou a delegada.
Quando a polícia chegou ao local, uma jovem estava na mesa do médico sendo atendida e outras aguardavam a vez na sala de espera.
– Quando chegamos, uma jovem estava no meio do atendimento. Ela estava sedada, mas o médico ainda não tinha começado o procedimento, que foi interrompido —, revelou.
Além dos presos, todas as outras pessoas, pacientes ou acompanhantes, foram levadas para a delegacia, inclusive a jovem que estava na mesa.
— Os quatro presos devem responder por crime de aborto com ou sem consentimento da gestante —, disse a delegada.
Pelo Código Penal, o crime de aborto sem consentimento prevê pena de reclusão de 3 a 10 anos. Quando houver consentimento, a pena, também de reclusão, varia de 1 a 4 anos. A polícia não desmente que outras clínicas clandestinas possam estar sendo investigadas