Delegado-titular da 19ª DP (Tijuca), Orlando Zacconi realizou, nesta segunda-feira, a reconstituição do tiroteio entre policiais militares do 6º BPM (Tijuca) e traficantes, com o objetivo de estabelecer o ponto de partida da bala que matou o menor Lohan Soares dos Santos, de 9 anos. Segundo moradores do local, o tiro teria sido disparado de um policial militar à paisana. O cabo da Polícia Militar Eraldo Ferreira de Andrade, de 33 anos, também foi baleado e morreu durante a operação ocorrida na tarde de sábado, no Borel.
Acusação
A família do menino Lorran acusou a PM de ter entrado à paisana e atirando a esmo na favela. Neste domingo, cerca de 200 moradores foram ao enterro do garoto, no cemitério do Catumbi, e fizeram um protesto silencioso. A Polícia Militar negou que os policiais tivessem entrado no morro à paisana e afirmou que a operação foi realizada de maneira regular. Creuza dos Santos, 37, tia de Lorran, afirma que o cabo Eraldo vestia bermuda e outros PMs colocaram sua farda, dentro do camburão, após ele ser baleado para simular uma operação oficial.
Na delegacia, todos os PMs estavam fardados e confirmavam a versão da nota oficial da corporação, negando ter entrado à paisana no morro Borel.